União Progressista

Federação União Progressista nasce hoje com ‘união dividida’ em MS entre a poderosa senadora Tereza Cristina e a expoente Rose

publicidade

A nova federação partidária no Brasil, a União Progressista, junção entre o PP e União Brasil, une dois partidos de Direita, com previsão de ser homologada nesta terça-feira (19), em Brasília, já de início, aponta que não será ou terá real ou total ação conjunta. A Lei que define as Federações, dita que quando as siglas formam o conjunto tem que trabalhar por quatro anos subsequentes em ações a serem definidas e cumpridas por todos, seja em ‘escolhas’ positivas ou negativa de A à Z.

Porém, a UP já começa com divisões e até visões diferentes, já com decisões que cada um fará internamente o que quiser, como em Mato Grosso do Sul. Em MS, a senadora Tereza Cristina (PP) e a ex-deputada federal Rose Modesto (União) comandarão a federação entre o PP e o União Brasil. Como Tereza tem o cargo ativo, maior e com destaque a nível nacional, ela será a presidenta no Estado, com Rose vice, por ela ser a atual líder do UB-MS.

Contudo, como são duas expoentes e até antagônicas, já se ‘definiu’, que caso as duas não encontrem consenso nas decisões, caberá ao diretório nacional a decisão final, que também tem expoentes no mesmo patamar. Tereza e Rose terão as duas, a escolha dos candidatos da UB, para os cargos de deputado estadual e federal. Para o governo, já se decidiu apoiar a reeleição do governador Eduardo Riedel, até por consequência de agora ele se filiar ao PP, entre esta terça-feira ou quarta-feira.

A ‘União Progressista’ terá que seguir até 2029, assim pegará as eleições de 2026 (Presidente da República, Governadores e ao Congresso Nacional), e, 2028 para Prefeitos e Vereadores. Apesar da aliança, os dois partidos terão independência na distribuição de tempo e dinheiro para campanha. Tereza cuidará do tempo e recurso do PP e Rose, do União Brasil.

Leia Também:  Governador e ministros assinam convênios para redução da probreza no MS e participam da sanção da Lei do Pantanal

Base e oposição

Rose afirmou que a Federação não altera a autonomia das legendas em suas estruturas internas. “Os partidos continuam independentes, cada um com o seu diretório, candidatos e fundo eleitoral. Mas, na hora de disputar e montar a chapa de deputados estaduais e federais, haverá divisão entre União Brasil e PP”, disse.

Em MS, já começa com diferenças e antagonismo, ainda recente, de outubro de 2024, última eleição em Campo Grande, onde Rose foi adversária ácida de Adriane Lopes (PP), candidata de Tereza, que conseguiu a reeleição, apesar de quase ser superada por Rose.

Assim, Rose já tem o imbróglio de se resolver ou ir deixando quieto, jogar para o ‘cestão do esquecimento’ político, que ela e o União Brasil na Câmara de Vereadores da Capital, se elegeram e são ou ainda estariam na oposição, mesmo que sem ação efetiva.

Com isto, tanto para a nova convivência e até conveniência da Federação, PP e União, terá que ‘pensar’ a situação na Capital, E já, apesar de ainda ter muito caminho, se 2028 não encontrarem consenso na próxima eleição, caberá ao diretório nacional a decisão, a escolho de pretensos candidatos, que pode passar por pesquisas. Ao menos Adriane Lopes, não poderá estar em nova reeleição.

Na Câmara de Campo Grande, a federação terá a maior bancada, com sete vereadores: quatro do PP (Professor Riverton, Beto Avelar, Delei Pinheiro e Maicon Nogueira) e três do União (Lívio Leite, Fábio Rocha e Veterinário Francisco).

Leia Também:  Ampliação do aeródromo Santa Maria em Campo Grande vai custar R$ 45,8 milhões

Contudo, Rose já deve estar definida, pois pela Federação, inclusive, será uma das maiores beneficiadas, porque contará com o apoio do PP para disputar o cargo de deputada federal. Com o PP, que deve ter candidatos fortes, Rose terá menos trabalho do que teria sozinha para ter uma chapa competitiva.

Total Nacional – Regional

A aliança, que será homologada hoje em Brasília, garantirá aos dois partidos a maior bancada na Câmara, com 109 cadeiras, e no Senado, com 15 senadores.

Ainda nesta terça-feira, também em Brasília, está prevista a filiação ao PP do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel.

Em Mato Grosso do Sul, PP e União continuarão com apenas um deputado federal (Luiz Ovando) e uma senadora (Tereza). Já na Assembleia, terão três deputados estaduais: Gerson Claro e Londres Machado, do PP, e Roberto Hachioka (União Brasil).

Contudo, o PP numericamente, por cargos de expressiva relevância e quase tudo principal no Estado, será a nova força política estadual e acima de tudo totalmente maior que o União Brasil em MS.

Os Progressistas, como partido, terão a partir desta semana, o comando do Governo do Estado, com Riedel; a Prefeitura da Capital, com Adriane Lopes, e a Senadora da República, Tereza. Além do único deputado federal, Ovando, e dois dos três estaduais, e, quatro dos sete vereadores na Capital.

E ainda o PP, que já tem 15 prefeituras pelo MS, pode ganhar outras, com vinda de tucanos aliados de Riedel, que também devem deixar e quase desfazer o PSDB em MS.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide

publicidade

Previous slide
Next slide