O deputado federal Geraldo Resende (PSDB) torrou R$ 561,5 mil da cota parlamentar em 2026 e foi o campeão em gastos pelo 2º ano consecutivo. Rodolfo Nogueira (PL) ficou em 2º lugar na farra com o dinheiro público ao gastar R$ 531,7 mil, conforme o Portal da Transparência da Câmara dos Deputados. O mais econômico é Marcos Pollon (PL), que pode ter o mandato suspenso por quatro meses após o motim no legislativo e xingar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos).
O relatório é parcial porque os parlamentares ainda podem incluir notas para informar os gastos com a cota parlamentar. Cada deputado de Mato Grosso do Sul tem direito a gastar R$ 46.446,64 por mês com despesas para custear o mandato, como combustíveis, passagens aéreas, alimentação, divulgação da atividade parlamentar, aluguel de veículos, entre outros.
Ex-secretário estadual de Saúde e veterano no legislativo, Geraldo é o campeão em gastos no ano passado. Ele utilizou R$ 561.555,63 – o tucano inclusive ultrapassou o limite previsto pelo parlamento, que era de R$ 556.015.
Em 2024, Geraldo Resende já tinha sido o campeão ao ter gasto R$ 574.082,75. Ele só perdeu o posto de campeão em 2023, quando o colega de partido, Beto Pereira ficou com o “troféu” ao torrar R$ 578,3 mil.
Quase metade dos gastos de Resende no ano passado, 48,7% (R$ 273,9 mil) foram gastos para a divulgação da atividade parlamentar., Em segundo lugar ficou a manutenção do escritório (R$ 108,7 mil), seguido pelo aluguel de veículos (R$ 74,8 mil), passagens aéreas (R$ 23,3 mil), telefone (R$ 1.5 mil) e alimentação (R$ 142).
O posto de vice-campeão em gastos ficou Rodolfo Nogueira, o Gordinho do Bolsonaro. Ele gastou R$ 531,5 mil no ano passado da cota parlamentar. Em 2024, ele torrou R$ 555,5 mil e ficou em 3º lugar.
Mais da metade dos gastos do bolsonarista, 51,5% (R$ 274,2 mil) foram destinados para a divulgação da atividade parlamentar. A locação de veículos custou R$ 132 mil.
No 6º mandato de deputado federal, Vander Loubet (PT) gastou R$ 519,2 mil e ficou em 3º lugar no gasto. Em 2024, o petista, que planeja ser candidato a senador nas eleições deste ano, ficou em último lugar no dispêndio com a cota parlamentar e foi o mais econômico.
Neste ano, assim como Geraldo e Rodolfo, a maior parte dos gastos de Vander foi destinado para a divulgação da atividade parlamentar.
O mais econômico neste ano, até o momento, é Pollon, com R$ 478,8 mil. No ano passado, ele gastou R$ 505,1 mil. O maior gasto, 54% (R$ 258,2 mil) foi com a divulgação da atividade parlamentar. Avesso à imprensa, o bolsonarista apostou não desvalorizou a comunicação como estratégia no primeiro mandato. O segundo maior gasto foi com a manutenção do escritório (R$ 76 mil) e passagens aéreas (R$ 69,2 mil).
Confira os gastos dos deputados federais de MS com a cota parlamentar em 2025:
- Geraldo Resende (PSDB): R$ 561.555,63
- Rodolfo Nogueira (PL): R$ 531.570,17
- Vander Loubet (PT): R$ 519.296,31
- Dagoberto Nogueira (PSDB): R$ 517.303,06
- Beto Pereira (PSDB): R$ 514.986,15
- Camila Jara (PT): R$ 507.038,02
- Dr. Luiz Ovando (PP): R$ 481.284,50
- Marcos Pollon (PL): R$ 478.853,12.
Fonte: Câmara dos Deputados
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