DOURADOS /MS

Isa Marcondes é investigada e pode ter mandato cassado

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A Câmara Municipal de Dourados abriu comissão processante para investigar a vereadora Isa Marcondes (Republicanos) por suposto uso indevido da verba de gabinete. A parlamentar também é alvo de outra denúncia, relacionada à atuação dela na fiscalização da saúde pública do município.

A denúncia sobre possível irregularidade na utilização da Ceap (Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar) pode resultar até na cassação do mandato. Para apurar o caso, foi instaurada uma comissão processante composta pelos vereadores Rogério Yuri (presidente), Laudir Munaretto (vice) e Cemar Arnal (membro).

A abertura da comissão foi aprovada pela maioria dos parlamentares. Votaram favoráveis à investigação Laudir Munaretto (MDB), Marcelo Mourão (PL), Cemar Arnal (PP), Ana Paula (Republicanos), Sérgio Nogueira (PP), Elias Ishy (PT), Franklin Schmalz (PT), Alex Cadeirante (PSDB), Márcio Pudim (PSDB), Rogério Yuri (PSDB), Inspetor Cabral (PSD), Pedro Pepa (União), Jânio Miguel (PP), Sargento Prates (PL), Karla Gomes (Podemos) e Dalton (PL). Foram contrários Daniel Júnior (PP), Dill do Povo (União) e Edson Souza (União).

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Já a outra denúncia, que trata de supostas violações ao direito de descanso de servidores durante fiscalizações realizadas em unidades de saúde, foi encaminhada à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Casa.

Antes da votação, Isa Marcondes afirmou que é alvo de perseguição política. Segundo ela, as denúncias estariam relacionadas ao ano eleitoral e à atuação firme na fiscalização da saúde pública, especialmente no Hospital da Vida.

“A perseguição começou porque é ano de eleição. Entrei para fazer a diferença, fiscalizei a saúde por um ano. Não aguentei ver pessoas morrendo no Hospital da Vida”, declarou.

A vereadora também afirmou que existe uma movimentação política para torná-la inelegível. “Querem me cassar e me deixar inelegível, porque estou lutando e trabalhando, não tem dia e noite nem feriado. Ninguém tinha coragem de peitar o sistema, e eu tenho”, disse.

Em tom mais grave, Isa relatou ainda que teria sofrido ameaças em razão da atuação parlamentar. “Não tenho medo da morte. Sei que, a qualquer hora, meu carro pode ser metralhado. Porque eu vou colocar gente na cadeia aqui em Dourados. Tenho provas guardadas, que vou entregar na hora certa. E, se acontecer algo comigo, meus advogados e meus parentes têm todo esse dossiê”, afirmou.

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Por fim, a parlamentar declarou que, caso o processo resulte na perda do mandato, deixará o cargo com a consciência tranquila. “Se me cassarem e me tirarem, saio de cabeça erguida. Volto a trabalhar e vivo minha vida, pois fiz a minha parte”, concluiu.

A comissão processante terá prazo regimental para conduzir os trabalhos, garantindo direito à ampla defesa e ao contraditório.

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