Na última quarta-feira (10), o irmão do prefeito de Bandeirantes, Celso Abrantes (PSD), e um motorista foram presos em flagrante por furto de óleo diesel. Segundo investigação policial, o combustível era descarregado em uma empresa de maquinários vinculada ao prefeito, localizada na Avenida Afonso Pena, e estava sob responsabilidade do irmão dele.
Durante a ação da Deleagro (Delegacia Especializada de Combate a Crimes Rurais e Abigeato) e do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), constatou-se que o combustível furtado não possuía nota fiscal, o que reforça o caráter ilegal da operação.
Em depoimento, o irmão do prefeito confirmou que a empresa, que possui caminhões basculantes e máquinas pesadas, fica em um sítio na cidade onde também reside o prefeito. Ele afirmou que contêineres e galões de armazenamento de combustível já estavam no local desde o início das atividades, mas que não tinha conhecimento da origem ou da gestão administrativa da empresa, nem da compra do combustível.
O motorista, que trabalha há 16 anos na transportadora, revelou que iniciou o desvio do combustível após conversas com colegas de postos de combustível sobre a possibilidade de vender parte do diesel do caminhão-tanque. Ele afirmou que essa era a terceira entrega furtada, sendo duas na empresa do prefeito em Bandeirantes e uma no bairro Nova Lima, em Campo Grande.
Conforme o relato do motorista, o volume desviado variou entre 600 e 800 litros por entrega, vendidos a R$ 4 por litro. Para não levantar suspeitas, ele fazia o desvio em pequenas cargas para diversos clientes. O irmão do prefeito teria sido o responsável por receber e armazenar o combustível desviado nessas operações.
A negociação do diesel, segundo o motorista, era feita por WhatsApp com uma pessoa que se identificava como Celso. O prefeito, presente em um evento em Campo Grande no momento da prisão, afirmou ao Midiamax que sua empresa havia comprado o diesel e que retornaria a Bandeirantes para se inteirar da situação.
O caso segue em investigação pelas autoridades competentes.





















