Em discurso contundente, o deputado estadual Valdir Barranco (PT) elevou o tom contra o governo Mauro Mendes ao criticar o Parque Novo Mato Grosso, empreendimento anunciado como um dos maiores complexos de lazer do país. Para o parlamentar, o projeto orçado em R$ 3,5 bilhões — representa “um monumento à desigualdade” e expõe, segundo ele, a prioridade equivocada da gestão estadual.
Barranco classificou a obra como “o parque dos bilionários”, afirmando que o governo investe cifras astronômicas em equipamentos de lazer voltados à elite enquanto áreas essenciais, como saúde, enfrentam carências graves. Ele comparou, de forma irônica, o custo da roda gigante de R$ 70 milhões com o valor destinado à Santa Casa de Misericórdia, estimado por ele em apenas R$ 40 milhões, que teria ficado desassistida.
“O governador faz parque de bilionário e deixa hospital morrer”, denunciou.
O deputado afirmou ainda que o complexo turístico se tornou símbolo de um “apartheid social” em Mato Grosso, ampliando a distância entre ricos e pobres. Segundo Barranco, a obra não dialoga com as necessidades da população e ignora problemas urgentes na saúde, educação, segurança alimentar e infraestrutura básica das cidades do interior.
Crítica ao modelo de gestão
Para Barranco, a opção do governo por megaprojetos de impacto visual e alto custo reforça um modelo de gestão orientado para atender interesses de grandes grupos econômicos, e não das pessoas que mais precisam.
“É a perversão da política pública. Enquanto falta remédio, médico e leito, o governo celebra a construção de brinquedos milionários para poucos”, afirmou.
O parlamentar também criticou a falta de transparência sobre prazos, impactos sociais e retorno real do projeto para a população, alegando que obras desse porte deveriam ser amplamente debatidas com a sociedade e analisadas por órgãos independentes.
Governo defende projeto
Até o momento, o governo Mauro Mendes tem defendido o Parque Novo Mato Grosso como um empreendimento capaz de gerar turismo, empregos e novas fontes de receita para o estado. A gestão argumenta que o complexo impulsionará o desenvolvimento regional e atrairá investimentos privados.
Barranco, porém, considera esse discurso “uma fantasia para justificar gastos bilionários”, insistindo que o estado precisa priorizar políticas que alcancem a população em situação de vulnerabilidade.



















