O deputado federal por MS, Marcos Pollon (PL), que ‘nasceu’ politicamente polêmico, sendo bolsonarista defensor de armas, continua neste caminho e ampliando. Desde metade de 2024, vem se ‘rebelando’ no seu partido, até por ser preterido, e até enfrentando, apesar de admiração e lealdade, o seu líder Jair Bolsonaro, e aliados. Como vem fazendo neste tempo, ele culminou sua revolta, explosivamente com discurso na rua, no último domingo (3), em plena manifestação bolsonarista em Campo Grande.
Apesar de acusar, xingar e nominar até como canalhas, membros de seu partido, na segunda-feira (4), seu líder, teve decretada a prisão domiciliar, que o levou de volta a Brasília, para defende-lo arduamente e começar a participar de atos, como a absurda obstrução dos plenários da Câmara e Senado Federal. Agora, estas confusões podem até levar a seu mandato ser suspenso ou cassado.
Contudo, antes mesmo de haver as novas confusões em Brasília, o Pauta Diária, havia questionado Pollon, que respondeu na tarde desta sexta-feira (8), sobre os imbróglios que o envolve como a questão das articulações para que o ex-governador tucano, Reinaldo Azambuja (PSDB), vá para e tome conta do PL.
“Neste momento, acredito que o foco não deve ser as eleições, mas sim a gravidade da situação que o Brasil enfrenta. Vivemos um cenário de profunda injustiça, com cidadãos presos de forma arbitrária e liberdades sendo violadas. Antes de pensar em pleitos futuros, é preciso reparar esse dano histórico e resgatar o estado de direito”, falou Pollon.
Mudança do PL pode esperar
Pollon foi enfático ao comentar que vem recebendo convites, mas que mudança no ou do PL podem esperar. Mesmo contente com seu ‘reconhecimento’ em hoste do campo da Direita ou extrema-direita, o deputado avalia que o momento é outro agora.
Anteriormente questionamos se os bolsonaristas raiz, do PL, como Pollon e outros, não querem que Azambuja entre no PL, devido só por ser do PSDB ou pelo histórico com casos de polícia , denúncias? Bem como, se o temor, é o PL repetir com Azambuja, o fiasco como foi com Beto Pereira em 2024 ? Tanto na esfera eleitoral dele e do partido PSDB na Capital, que se reduziu, como na aceitação dessa “aliança”, quase que inusitada?
“Vejo, infelizmente, um ambiente de ilusão institucional, onde muitos fingem agir, mas ignoram o essencial: o que realmente precisa ser feito sequer está sendo cogitado. Sobre convite de outros partidos, recebo com alegria o reconhecimento de grupos que valorizam meu trabalho e compartilham do mesmo compromisso com o Mato Grosso do Sul. Mas meu futuro político não será decidido neste momento”, avaliou Pollon.
Sobre ele já está mais próximo do partido NOVO, sendo mesmo este o caminho de sua nova filiação, o deputado, candidato a algo, disse: “Decisão sobre questão partidária será amadurecida no tempo certo, com responsabilidade e diálogo. O que não será feito neste momento dada a gravidade das circunstâncias”.
Questionado sobre, se no NOVO ou outro partido, ele já tem “maduro”, o que pretende buscar como candidatura ou mesmo seria combater o novo PL Tucano, Pollon só reproduziu o mantra dos bolsonaristas que é “Denunciamos casos de abusos aos direitos humanos, incluindo violência, humilhação e negligência contra os presos políticos do 8 de janeiro. Continuamos lutando pela anistia aos presos políticos do 8 de janeiro”, concluiu.





















