A nova vida partidária não será fácil, como vinha sendo anunciada, ao novo Bolsonarista de Mato Grosso do Sul, o ex-governador Reinaldo Azambuja, e, muitos ex-PSDB até ontem, filiados oficialmente ao PL, neste domingo (21). Deputados Liberais, que já vinham criticando a ‘nova aquisição’ ao PL ou a entrega do partido aos tucanos, que estão vendo o então ninho se desfazer pelo Brasil, não se fizeram presente no grande evento, que contou com muita gente Nacional e local, de outras legendas.
A situação de imbróglios de Azambuja, que é com os deputados, federal Marcos Pollon, e, estadual João Henrique Catan, pode até não ser muito difícil, pois ele assume já de ‘cara’, o total comando da legende no MS, podendo defenestrar os descontentes que perderam comandos e poder, até por ‘ordem’ do líder maior, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Muitas negociatas, rendeu os Liberais para tucanos, que tem mais experiência, cargos, mandatos e expertise pelo MS.
O Pauta Diária noticiou que ‘Pollon e Catan desprezam Azambuja no comando do PL e faltam em evento até com líder nacional do partido”. E o deputado federal, para marcar território ou ser retirado do PL e ‘não ele sair’, já lançou o primeiro embaraço a seu novo presidente do PL-MS, nesta segunda-feira (22), com sua pré-candidatura ao Governo do Estado pelo PL, de onde ele é ‘raiz’ ante os neófitos com um dia na sigla.
O anúncio acontece a pouco mais de 24 horas, de Azambuja ser filiado e assumir o comando do partido no Estado, onde Pollon não compareceu ao evento, justificando que teve ‘compromissos previamente assumidos’. Ai, hoje, declarou que pretende ser candidato do partido ao Governo do Estado, e com ataque indiretos ou diretos ao neo-PL.
“Ontem, o PL, pelo próprio Valdemar da Costa Neto, formalizou a filiação de Reinaldo Azambuja, entregando o partido no Mato Grosso do Sul ao grupo do ex-governador e deixando claro que a vaga ao Senado já foi dada a ele. Nunca escondi que disputar o Senado era meu desejo, mas não vivo de ilusões. O que o Estado precisa são lideranças de direita com coragem, preparo e alinhadas ao bolsonarismo, sem rabo preso com o sistema”, declarou Pollon.
Nome à disposição
Contudo, o deputado disse que coloca o nome à disposição para o governo para que a direita tenha “representação verdadeira e escolha em Mato Grosso do Sul”. E que aposta na mudança de posição, assim como aconteceu na eleição do ano passado.
“Em 2024, o PL caminhava para ter candidatura a prefeito, em Campo Grande, e até 40 municípios de MS, mas acabou mudando de rumo. Com base nisso, agora abre a possibilidade para mudança de posição, com a possibilidade do PL definir por candidatura própria em 2026”, justificou.
Porém, o caso do ano passado, e tratativas entre a cúpula nacional com Azambuja, foi de acerto a filiação ao PL com a garantia de que o partido apoiaria a reeleição de Eduardo Riedel, então também PSDB, que deveria ir também ao PL, mas mudou mês passado para o PP, da madrinha e senadora Tereza Cristina.
Pollon comandava o PL em Mato Grosso do Sul até o ano passado. Ele perdeu o comando depois que Azambuja e Riedel fecharam parceria com Jair Bolsonaro (PL) e Valdemar para a eleição de prefeitos, com Beto Pereira (PSDB), alinhada já a próxima, então para 2026.
Após perder o comando, Pollon chegou a lançar pré-candidatura a prefeito, mas não foi atendido pelo partido, que manteve apoio a Beto Pereira (PSDB), mesmo com várias lideranças anunciando interesse de concorrer.




















