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Protetoras denunciam abandono de atendimentos da Subea e cobram retorno imediato em Campo Grande

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Campo Grande enfrenta novo desafio na proteção animal após a suspensão dos atendimentos exclusivos às quartas-feiras, destinados às Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e protetoras independentes pela Subea (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agronegócio). A medida, amplamente criticada por quem atua no cuidado de animais, eleva preocupações sobre saúde pública, controle de zoonoses e cumprimento de promessas de campanha da prefeita Adriane Lopes.

Dani Reis, representante das protetoras independentes, afirma que a suspensão compromete o acompanhamento dos animais encaminhados para castração e outros procedimentos de saúde. “Todos os animais que nós doamos precisam de acompanhamento, principalmente da castração. Como vamos garantir esse procedimento agora?”, questiona. Segundo ela, mais de 200 animais já aguardam atendimentos, e, nas últimas 24 horas, foram registradas mais de 40 castrações adiadas. “Foram retiradas mais de 90% das nossas castrações. Com o itinerante, esses animais só terão atendimento daqui a seis meses, no máximo dez procedimentos por dia. Isso é um retrocesso”, afirma.

Proposta da Prefeitura e críticas A alternativa apresentada pela gestão municipal — atendimento itinerante limitado a 10 animais por dia, restrito a um protetor ou a uma OSC — é vista como insuficiente por protetores e especialistas. Organizações da sociedade civil argumentam que a nova modalidade não atende à demanda nem garante continuidade e equidade nos serviços.

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Contexto político e promessas A suspensão ocorre em meio a discursos sobre políticas públicas de bem-estar animal proferidos pela gestão municipal durante a campanha de 2024, quando Adriane Lopes prometeu ampliar e facilitar o acesso a cuidados veterinários e proteção animal. A atual medida é recebida como contrária a esses compromissos, gerando percepções de descaso e falta de planejamento estratégico na área.

Impactos na saúde pública Especialistas destacam riscos de saúde pública caso animais não recebam castração, vacinação e atendimentos básicos. Epidemiologista Carolina Medeiros alerta que a ausência de controle populacional aumenta a população de rua de animais, elevando o risco de transmissão de zoonoses. Veterinário Rafael Silva reforça que o trabalho das protetoras e das OSCs atua como extensão da política de saúde pública, e interromper esses serviços pode gerar prejuízos à prevenção de doenças.

Movimento de mobilização A Comissão Permanente de Trabalho em Prol dos Animais organiza a mobilização para cobrar a retomada dos atendimentos. Uma petição pública online já está disponível e um ato está marcado para 20 de agosto, às 6h30, em frente à Subea, na Rua Rui Barbosa, 3538, pedindo a reversão da decisão e o retorno rápido de castrações, resgates e cuidados básicos.

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Desdobramentos esperados

  • Acompanhamento da gestão municipal sobre a retomada dos atendimentos e a ampliação da capacidade de atendimento.
  • Fiscalização e avaliação de impactos na saúde pública e no controle de zoonoses.
  • Participação da sociedade civil na cobrança por políticas públicas efetivas de proteção animal.

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