Eduardo Riedel

Riedel continua a castigar aposentados com taxa de 14% implantada por Azambuja que iria rever ou até acabar

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Os servidores aposentados se manifestaram mais uma vez, na manhã desta terça-feira (16), contra o governo de Mato Grosso do Sul, de Eduardo Riedel (ex-PSDB, a cerca de um mês no PP), que sucedeu o mentor padrinho, ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB, indo para o PL), que castigou os servidores estaduais ativos e inativos, com uma taxação de 14%, a mais, na Previdência Social (aposentadorias). Riedel prometeu rever, mas nada foi feito até momento.

Apesar de implantada pelo antecessor, com aprovação da ALEMS (Assembleia Legislativa de MS), a taxa continua a pegar e onerar um valor importante do salário dos inativos, desde 2021, sendo que, em tese, seria até temporária. Os ativos não recebem reajustes e salários estão sendo corroídos, ainda mais com a ‘taxa 14’, que Riedel, em campanha à sua eleição em 2022, falou do assunto e ‘prometeu’ ou se comprometeu em rever a questão.

Mas, já fazem quase três anos de sua gestão e mesmo após várias manifestações públicas dos aposentados, nada foi feito, além de uma ou duas reuniões com a categoria, que recebeu nova promessa de acabar, ou no mínimo, revisar a taxa dos 14%, dos mais de 33 mil aposentados e pensionistas que atuaram como servidores do MS.

Assim, os servidores beneficiários da Ageprev (Agência de Previdência do MS), realizaram mais um ato, hoje de manhã, no Parque dos Poderes, pela renegociação dos 14% de descontos sobre aposentadorias e pensões. Este é o sétimo manifesto da categoria, que teve criar uma Associação para entrarem com ações. “Nosso grupo continua reivindicando a redução ou a revogação dos 14%, um imposto que a gente paga apesar de aposentados. E é muito pesado esse índice de 14%. A gente paga imposto de renda, paga o MSPREV, paga plano de saúde, então é muito pesado”, desabafa Ione Rojas, aposentada do TJMS.

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A ação reivindicatória – Tentativas de mudança

O ato reuniu, com faixas e cartazes, cerca de 50 aposentados, diretamente envolvidos nas mobilizações e associação, sobre a ‘Taxa 14’, na rotatória da Avenida do Poeta com a Rua Dr. Abdalla Duailibi, visando chamar a atenção da população e da administração estadual.

O coordenador do movimento, Dionízio Gomes, servidor aposentado do Poder Judiciário, explica que, desde que o grupo se uniu para tratar dessa agenda, várias reuniões com deputados e com o governador já aconteceram, no entanto, nenhuma decisão efetiva foi tomada.

“No primeiro semestre, toda semana, estivemos na governadoria para tentar fazer com que o governo nos colocasse na lista de despesas, como ele possa entender, porque o governador já falou para nós em reunião que, se ele abrir mão dessa receita, o Estado quebra. Então, isso é uma palavra muito pesada, mas foi a palavra do governador”, detalha Dionízio.

“Por outro lado, nós sabemos que o governo do Estado fez uma isenção tributária a várias grandes empresas na ordem de R$ 20 bilhões em quatro anos. Então, nós temos de um lado ele tirando de pessoas que mais precisam e dando para grandes empresas que estão aqui se instalando no Estado”, completa o coordenador.

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Pressão com menos renda

Dionízio pontua que os descontos geram grande pressão sobre a renda e, principalmente, sobre a qualidade de vida dos aposentados. “O impacto é direto na vida das pessoas, porque nós temos um problema muito sério: o tempo conspira contra as pessoas idosas. Nós somos idosos, temos aqui pessoas com 70, 80, 82 anos. Pessoas que todo mundo sabe que, depois dos 60, a gente tem um gasto maior com medicação, com remédio, com cuidados da saúde. A alimentação tem que ser apropriada, remédios são necessários”, explica.

“Isso significa para muitas pessoas, sobretudo as que ganham menos, é uma retirada da ordem de R$ 300, R$ 400, R$ 700, que é justamente o dinheiro que a pessoa usaria para alimentar-se um pouquinho melhor e para comprar remédio”, finaliza.

A ação hoje

Segundo a organização, participaram aqueles em condições de se locomover e marcar presença, uma vez que vários membros do movimento possuem problemas de saúde.

A mobilização do grupo começou em 2021 com cerca de 40 pessoas e hoje reúne cerca de mil voluntários que se organizam principalmente pela internet, além de atuar em reuniões com representantes de classe e políticos.

No ato desta terça, participaram servidores aposentados do TJMS (Tribunal de Justiça de MS), Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), ALEMS, SED (Secretaria de Estado de Educação), SES (Secretaria de Estado de Saúde), entre outras secretarias.

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