Operação Argos

Saiba quem é a médica presa suspeita de lavar R$ 500 milhões do tráfico em operação interestadual

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A médica Naiara Batistello, de 38 anos, foi presa na manhã desta quinta-feira (26) em Nova Santa Helena, a 621 quilômetros de Cuiabá, durante a Operação Argos, deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba. Ela é suspeita de integrar o núcleo financeiro de uma organização criminosa interestadual envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

A prisão preventiva foi cumprida pela Delegacia Regional de Guarantã do Norte, em Mato Grosso.

De acordo com as investigações, Naiara seria responsável por receber e movimentar recursos oriundos do tráfico de drogas, com transações consideradas atípicas e de alto valor em curto espaço de tempo. A organização criminosa teria movimentado cerca de R$ 500 milhões desde 2023.

Segundo a apuração, a médica mantinha contato direto com o apontado líder do grupo, Jamilton Alves Franco, preso no Estado de São Paulo. Conforme fonte ligada à investigação, ela integrava o núcleo de lavagem de dinheiro da organização.

“Ela era uma das pessoas que recebia muitos recursos de traficantes, tanto no Estado de São Paulo como no Estado da Paraíba, movimentações suspeitas, altíssimas, em grande volume, no curto espaço de tempo”, informou a fonte.

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Formação na Bolívia

Naiara cursou Medicina na Bolívia e realizou o Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos) no Brasil para validar o diploma.

A polícia investiga se ela pode ter sido cooptada ainda durante o período de graduação, considerando que a Bolívia é um dos maiores produtores de cocaína do mundo e que a organização da qual é suspeita de participar seria responsável por fornecer a droga para o Estado da Paraíba.

Conforme a investigação, o grupo funcionava como uma espécie de “holding do crime”, com divisão estruturada de tarefas, incluindo transporte de entorpecentes em carretas de empresas formalmente constituídas e um núcleo financeiro especializado na lavagem de dinheiro.

Operação Argos

A Operação Argos cumpre simultaneamente 44 mandados de prisão preventiva e 45 de busca e apreensão em 13 cidades nos estados da Paraíba, São Paulo, Bahia e Mato Grosso.

O foco principal é a descapitalização da organização criminosa. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 104.881.124,34 em ativos financeiros, além do sequestro de 13 imóveis de alto padrão e 40 veículos de luxo, avaliados em mais de R$ 8 milhões.

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Segundo a Polícia Civil da Paraíba, a estrutura criminosa atuava de forma profissionalizada e teria movimentado aproximadamente R$ 500 milhões desde 2023.

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre o fluxo financeiro da organização.

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