O caos na Saúde de Campo Grande, bem como em toda gestão com Adriane Lopes (PP), na Prefeitura, tem sido apontado, visto e sentido pela população e alguns vereadores, como denunciou nesta quarta-feira (24), Luiza Ribeiro (PT), o absurdo de paradas seis novas ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), enviadas a meses pelo Governo Federal. A situação já foi mostrada, em julho, como demora em agir da gestão, pela deputada federal Camila Jara (PT), ao mostrar o feito do presidente Lula pela Capital, mas que ainda não havia ido para as ruas.
Agora, Luiza registrou em vídeo a situação lamentável e fará denuncia oficial, que apesar deste e outros caos, tem pouco, cerca de cinco parlamentares dos 29, fazendo seu papel e cumprimdo a função da Câmara Municipal de fiscalizar, investigar e agir ante irregularidades ou inercia do Poder Executivo. Tentam fazer isto a bancada do PT (Luiza, Jean Ferreira e Landmark), Marquinhos Trad do PDT, que são oposição oficial, e as vezes, outros eleitos por chapa adversária a da Prefeita, mas que agem como oposição velada, indiferentes ou até como aliados da gestão.
Mas, pelo caso dos ‘Samus parados’, a vereadora Luiza Ribeiro (PT) denuncia flagrante de seis viaturas paradas na base descentralizada do SAMU, no Bairro Pioneiros, em Campo Grande. A denúncia, que também já foi feita pela deputada federal, vem também a quatro dias, que o stie TopMídiaNe, mostrou que uma família pagou R$ 1. 000,00 por uma ambulância particular para transferir um doente para a Santa Casa.
Os veículos filmados, publicados em rede social pela parlamentar, são do tipo ‘’unidade básica’’ e foram enviadas à Prefeitura de Campo Grande pelo Governo Federal. A petista garante que as viaturas foram entregues já documentadas e prontas para rodar. “Hoje fomos na base descentralizada do SAMU, no bairro Pioneiros, e encontramos seis ambulâncias de suporte básico enviadas pelo Governo Federal, através do presidente Lula e do Ministério da Saúde, já documentadas e prontas para rodar”, afirma Luiza.
Deveriam estar em atendimento que está sendo pago
Luiza aponta que “Essas ambulâncias poderiam estar salvando vidas, mas continuam paradas sem uso. O motivo? Campo Grande não tem sequer secretário de saúde para autorizar a circulação dos veículos”, afirmou ressaltando que “A gestão municipal de Campo Grande não pode deixar seis ambulâncias paradas enquanto vidas estão em risco”.
A postagem da petista no Instagram, Luiza reflete que, enquanto há unidades paradas, a população sofre com a falta de atendimento de urgência. Ela prometeu providências sobre o caso, como acionar o Ministério Público, da Saúde para, segundo ela, garantir que os recursos enviados à cidade sejam usados em benefício do povo.
“Vamos acionar o Ministério Público Estadual, o da Saúde, para garantir que esses recursos públicos, enviados para a cidade, sejam usados em benefício da população. Na prestação de contas da saúde [na Câmara Municipal], também vamos cobrar respostas e responsabilizar os gestores”, comentou Ribeiro.
Família pagando – Na semana passada, já há uma denúncia concreta de possível caso de negligência, no atendimento emergencial, que gerou revolta em uma moradora de Campo Grande, que precisou comprar medicamento e depois pagar por uma ambulância, para não ver o marido morrer.
O caso
A poucos dias, ela contou em matéria do TopMídiaNews, que o esposo deu entrada na UPA do Nova Bahia por volta das 11h30 da última sexta-feira, 19 de setembro, com fortes dores no peito. Mesmo após insistentes queixas, o eletrocardiograma só foi feito mais tarde e atestou que o homem estava sofrendo um infarto.
Apesar da urgência do quadro, a unidade não possuía a medicação essencial para evitar que o homem pudesse vir a óbito: o anticoagulante Androgel. Sem alternativa, um amigo da família precisou correr até uma farmácia e comprar o remédio com recursos próprios para garantir que o paciente tivesse chances de sobreviver.
”É revoltante. A gente procura socorro e tem que comprar o remédio para salvar a vida da pessoa, porque o posto não tem”, desabafou a esposa, que não vamos identificar.
Mas, mesmo após a confirmação do infarto, o paciente precisou aguardar horas até ser levado para a Santa Casa. A transferência foi autorizada apenas por volta das 15h, e ele foi mantido na Ala Vermelha da UPA, sem a possibilidade de ser transferido, pois o SAMU estava sem viatura disponível.
Sem recursos e desesperados, familiares contrataram uma ambulância particular, pagando R$ 1.026, após mais de 40 minutos de negociação e espera. ”A gente está numa crise, tudo apertado, e ainda tem que desembolsar mais de mil reais para não deixar a pessoa morrer esperando. Isso é desumano”, relata.
Resposta da Sesau
A Secretaria Municipal de Saúde informou que os medicamentos podem acabar devido à alta demanda. Além disso, sobre o transporte, comentou que casos de urgência são prioritários. Confira:
”O abastecimento de medicamentos é monitorado constantemente, com reposições feitas no menor tempo possível. Podem ocorrer faltas pontuais por alta demanda, atrasos de fornecedores ou indisponibilidade de insumos, mas a Prefeitura atua para garantir atendimento de qualidade.
O transporte de pacientes é realizado pelo SAMU, que prioriza casos de urgência. Enquanto aguardam, todos recebem acompanhamento médico e cuidados necessários”.





















