Ex-servidor do tribunal é apontado pela PF como um dos principais operadores do esquema atribuído ao lobista mato-grossense Andreson Gonçalves
O ex-servidor do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Márcio Toledo negocia um acordo de delação premiada que pode ampliar significativamente as investigações sobre a suposta venda e manipulação de decisões judiciais na Corte. A informação foi publicada nesta sexta-feira (17) pela revista Veja.
Segundo a reportagem assinada pelo jornalista Robson Bonin, Toledo é apontado pela Polícia Federal como um dos principais operadores do esquema atribuído ao lobista mato-grossense Andreson Gonçalves, investigado por sua suposta atuação na intermediação de decisões judiciais no STJ.
De acordo com a publicação, o ex-servidor estaria disposto a revelar uma lista de decisões que teriam sido vazadas ou manipuladas mediante o pagamento de propina. Além disso, ele teria se oferecido para detalhar como as fraudes processuais foram realizadas e indicar os supostos beneficiários do esquema.
A eventual delação pode atingir novos personagens de grande influência política e econômica. Conforme a Veja, a relação de decisões e compradores envolveria “figurões da República” e grandes empresas, incluindo multinacionais.
A investigação sobre a suposta venda de decisões judiciais no STJ é relatada no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ministro Cristiano Zanin. Segundo a revista, o avanço de uma eventual colaboração de Toledo poderia ampliar consideravelmente o alcance da apuração e revelar novos episódios ainda desconhecidos dos investigadores.
Ainda não está definido se o ex-servidor pretende delatar ministros do STJ. Também não há confirmação de que a proposta será aceita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ou pela Polícia Federal.
Toledo foi preso em março e, recentemente, teria trocado de advogados com o objetivo de tentar viabilizar o acordo de colaboração. De acordo com a Veja, ele teria mantido em local seguro informações sobre decisões e operações que podem ser entregues às autoridades.
Caso a delação seja formalizada e aceita, o depoimento do ex-servidor poderá abrir uma nova frente na investigação e ampliar o número de episódios relacionados à suposta comercialização de decisões judiciais no STJ.
A matéria originalmente publicada AQUI.























