Corrupção

MP nega falha em denúncia e pede condenação a grupo chefiado por ex-vice-prefeito do PSDB que comandou corrupção em MS

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Valter Brito da Silva (PSDB) é acusado de receber R$ 5 milhões em propina

 

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) emitiu parecer à Justiça para responder defesas de 17 réus por operarem esquema de desvio de dinheiro em Amambai – cidade a 351 km de Campo Grande.

Trata-se de ação penal decorrente da Operação ‘Laços Ocultos’, que revelou esquema de corrupção que era comandado pelo ex-vereador e ex-vice-prefeito de Amambai, Valter Brito da Silva (PSDB).

Documento assinado pela promotora de Justiça, Nara Mendes dos Santos Fernandes, rebateu as teses das defesas dos acusados. “Verifica-se que nada há nestas que possibilite a absolvição sumária dos acusados, bem como nada que impossibilite o prosseguimento do feito”, diz trecho da manifestação.

A maioria das defesas dos réus apontou possíveis falhas na denúncia feita pelo MP, alegando que ela deveria ser rejeitada para a absolvição dos acusados.

A denúncia foi recebida em dezembro de 2023 pelo juiz Daniel Raymundo da Matta, que conduz o trâmite da ação penal na Comarca de Amambai.

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Agora, o processo volta para o juízo da Vara Criminal de Amambai para analisar as contestações apresentadas ou até mesmo designar audiência para ouvir os réus e testemunhas.

 

Investigados seguram maços de dinheiro que seriam fruto de propina, segundo o Gaeco (Reprodução)

Ex-vereador comandava esquema de fraudes em licitações em Amambai

As investigações contra o então vereador Valter Brito da Silva (PSDB), de Amambai, indicam que o parlamentar recebeu mais de R$ 5 milhões em propina de empresários. Portanto, a acusação é de que Valter comandava um esquema de corrupção e fraudes em licitações.

Os promotores do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), Adriano Lobo Viana de Resende e Humberto Lapa Ferri, ofereceram a denúncia em 1º de dezembro de 2023. A promotora Nara Mendes dos Santos Fernandes também participou do oferecimento.

Logo após, no dia 6, o juiz Daniel Raymundo da Matta, da Vara Criminal de Amambai, recebeu a denúncia e tornou os 17 investigados réus.

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