Campo Grande (MS) – Enquanto a capital enfrenta emergência financeira decretada pela própria Prefeitura, a diretora executiva do ParkTecCG, Adriana Tozzeti, embarcou para a Paraíba em uma controversa viagem institucional para “visitar experiências de parques tecnológicos”. A ação, custeada com recursos públicos, ocorre justamente em um período no qual estão suspensas passagens e diárias não essenciais.
A situação gerou forte repercussão negativa. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a diretora em clima festivo, em meio ao tradicional São João nordestino. Para muitos, o deslocamento não tem caráter técnico urgente e expõe um privilégio concedido pela prefeita Adriane Lopes à gestora do ParkTecCG.
A revolta se intensifica diante do cenário da cidade: falta de medicamentos, obras paradas, ambulâncias em situação precária e servidores sem reajuste. Em três anos de existência, o ParkTecCG ainda não apresentou resultados concretos à população, limitando-se a reuniões e ocupação de espaço alugado com altos custos de manutenção.
Para especialistas, a viagem revela o descompasso entre o discurso de inovação e a prática. “Um parque tecnológico maduro deveria estar gerando soluções, não viajando para buscá-las depois de tanto tempo e investimento”, afirma um analista de políticas públicas.
O episódio levanta uma pergunta direta: qual o real papel do ParkTecCG para Campo Grande – e por que, em meio a tantas carências, ele continua recebendo recursos?
























