Dinheiro Público

Pastores nomeados por Adriane Lopes custam R$ 105 mil por mês em Campo Grande

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Um dos agraciados recebe R$ 15 mil e outro R$ 12 mil dos cofres públicos

 

Salários de pastores nomeados na administração municipal de Campo Grande custam R$ 105.032,45 ao mês. Alguns dos doze nomeados são irmãos de igreja da prefeita Adriane Lopes (Progressistas).

O número vultuoso se dá em razão de alguns religiosos – que ocupavam e ocupam cargos na Assembleia de Deus Missões – receberem acima dos R$ 10 mil. Um deles é o ex-vereador Edu Miranda (Patriotas). Ele não foi reeleito, mas a questão financeira lhe é favorável, com salário de R$ 15.148,35. Está nomeado com cargo especial na Secretaria de Assistência Social.

Na turma dos que têm salários portentosos, Emerson Irala de Souza fatura R$ 12.118,68 na Superintendente de Gestão Administrativa e Financeira. Outro, Ciro Vieira Ferreira, também contabiliza R$ 12.118,68, na função de assessor na Diretoria de Trânsito.

Pastor Julinei ao lado de Lídio e Jadir Cabral com Adriane (Foto: Reprodução Facebook e Instagram)

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Pouquinho menos

Há aqueles que faturam um pouco menos, mas podem se alegrar do vencimento acima da média: Marcos Ferreira Chaves de Castro recebe R$ 9.567,09, assim como o funcionário da Diretoria de Administração e Finanças, Jorge Luis Franco. O pastor Fausto Azevedo Tales está na mesma listagem, com R$ 9.567,09 na Gerência Administrativa da Central do Cidadão, bem como Jadir Cabral, com mesmo provento.

Ainda tá bom 

O religioso Julinei Herao Ferreira recebe R$ 7.889,59 como Gestor de Projeto. Enoque Camposano ganha R$ 6.551,64 na Divisão de Manutenção e Conservação dos Terminais de Transbordo. Já o pastor Hemerson Ortiz teve vencimento de R$ 4.403,97, pouco menos que o ministro do Evangelho Moacir Frank da Costa, lotado na Sesau com R$ 4.928,68.

Jusley Gonçalves Lopes também consta na listagem de comissionados. Ele ganha R$ 3.604,50 na Gerência de Gestão e Transporte.

Os dados constam no Portal da Transparência da Prefeitura de Campo Grande. Questionada, Adriane Lopes garantiu que as nomeações dos evangélicos atendem critérios técnicos.
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