Corrupção

Servidora pivô de fraudes no Detran-MS se livra de tornozeleira eletrônica

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Yasmin recebia propina para dar baixa em caminhões com restrições no Detran-MS

A servidora do Detran-MS (Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul) Yasmin Osório Cabral, apontada como pivô das fraudes envolvendo despachantes e o órgão de trânsito, livrou-se da tornozeleira eletrônica após fim da medida cautelar imposta pela Justiça para colocá-la em liberdade.

Yasmin saiu da prisão domiciliar em janeiro deste ano, após cerca de 5 meses de prisão domiciliar. O monitoramento eletrônico tinha prazo de 180 dias, ou seja, terminou no começo de julho.

A servidora, que chegou a se fantasiar de Supergirl em ação do Detran-MS, ficou dois meses detida no presídio ‘Irmã Irma Zorzi’, mas teve a prisão convertida em domiciliar após descobrir uma gravidez, em agosto do ano passado.

Para revogar a prisão preventiva, a Justiça considerou que não há mais requisitos para a medida cautelar. “O crime, em tese praticado, não é daquele cometido com violência ou grave ameaça à pessoa. A segregação cautelar até o momento mostra-se suficiente a desestimular conduta semelhante, sobretudo ante a sua natureza”, diz trecho da decisão

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A Justiça também determinou que ela não acesse prédios do Detran-MS e não tenha contato com servidores do órgão ou com testemunhas do processo. Qualquer descumprimento desses itens pode acarretar nova prisão preventiva.

Lotada na corregedoria, Yasmin recebe salário de R$ 5.069,51 e atualmente está em licença-maternidade. O benefício chegou a ser prorrogado em maio de 2025 e termina na próxima semana.

Entretanto, a decisão judicial que a colocou em liberdade não define o tempo que ela deve ficar afastada do órgão de trânsito. Assim, mesmo com o fim da licença, Yasmin não deve voltar a trabalhar por conta da medida judicial.

yasmin fraude
Yasmin foi nomeada ‘heroína do trânsito’ pelo Detran-MS. (Divulgação, Detran-MS)

De Supergirl do Detran-MS a prisão por fraude

Conforme investigações do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), ela agia em conluio com o despachante David Clocky Hoffaman Chita, que está foragido.

Yasmin teria participado de esquema que rendeu cerca de R$ 290 mil em apenas um dia — mas os valores podem chegar a R$ 2 milhões. Ela seria pivô da investigação e teria papel-chave na identificação dos “beneficiários” dos desvios ocorridos no Detran-MS

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Ela recebia propina para, clandestinamente, dar baixas em caminhões com restrições, em fraude cometida em conjunto de David. Conforme a polícia, a servidora obtinha clandestinamente senha de outros servidores, acessava o sistema e identificava caminhões com restrições.

Então, passava informações para David Cloky, que exigia o pagamento de R$ 10 mil dos proprietários para liberar os veículos. Assim, ao receber os valores, Yasmin liberava as restrições no sistema, e o despachante baixava a documentação. Ao menos 200 veículos liberados irregularmente pelo grupo estão identificados.

Ainda ficou constatado nas investigações que Yasmin receberia presentes de David, como um iPhone 15 Pro Max, joia e valores no Pix.

Jornal midiamax

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