Violência Máxima

MS sem políticas públicas é o terceiro no País com mais violência contra jovens que vitimiza ainda mais as mulheres

publicidade

O Estado de Mato Grosso do Sul, ainda novo, 44 anos, e com população jovem, mas sem políticas públicas a juventude, e sendo uma região violenta, ocupa por consequência, uma triste realidade de estar entre os três Estados com maiores taxas de violência contra jovens no Brasil. MS sendo também um dos primeiros no ranking de violência doméstica de gênero e Feminicídios, faz com que o mapa geral tenha as mulheres como maiores vítimas, bem como os LGBTs.

A posição foi divulgada nesta segunda-feira (25), pelo primeiro Informe epidemiológico sobre a situação de saúde da juventude brasileira: violências e acidentes da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). O MS só de registros oficiais, tem 629,5 casos para cada 100 mil habitantes. É a terceira mais alta do país, atrás apenas do Distrito Federal, com 696,1 e do Espírito Santo com 637,8.

De acordo com o levantamento, a taxa de incidência de violência -entre jovens de 15 a 29 anos no Estado é de 629,5 casos em índice mais do que o dobro da taxa da população geral do Brasil, de 250,6 por 100 mil. E entre o total, MS têm as mulheres jovens que enfrentam risco 50% maior de morrer por causas violentas em comparação à média nacional para a juventude feminina.

Leia Também:  APAC surge como alternativa para baixar custos e reduzir reincidência

Entre os homens, embora os índices sejam altos, não aparecem entre os maiores riscos do país. No Estado não foi possível comparar os índices de violência entre regiões metropolitanas e não metropolitanas. Isso porque, segundo o critério do IBGE usado pelo estudo, o Estado não possui recorte metropolitano definido.

Sobre esses dados regionais, a reportagem questionou a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), mas a pasta ainda não se manifestou sobre o caso.

Contexto nacional

Além do Distrito Federal, Espírito Santo e Roraima (623,5), Mato Grosso do Sul aparece em um bloco de estados com taxas proporcionalmente elevadas de violência juvenil. Em contrapartida, Maranhão (137,7), Pará (215,4) e Piauí (217) figuram com os índices mais baixos do país.

O informe mostra que as mulheres jovens são as principais vítimas das violências notificadas pelo SUS, especialmente as de 15 a 19 anos. Já os homens são os que mais morrem em casos de violência letal, com taxa de mortalidade oito vezes maior que a das mulheres.

Leia Também:  Ex-prefeito vereador vai à Justiça contra Adriane para suspender multas de radares e lombadas eletrônicas irregulares na Capital

Para a Fiocruz, os dados reforçam a urgência de políticas públicas específicas para a juventude. “É preciso compreender como agressões e acidentes estão ligados às condições de vida e trabalho das juventudes brasileiras”, destacou a pesquisadora Bianca Leandro, da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide

publicidade

Previous slide
Next slide