DENÚNCIA

Merenda escolar com apenas feijão e farinha vira alvo de investigação em Caarapó

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A Prefeitura de Caarapó instaurou um processo administrativo para apurar denúncias sobre a merenda servida a alunos da Escola Municipal Nandejara Pólo e da extensão M’Bocajá, localizadas na Aldeia Te’yikue. Segundo relatos, estudantes teriam recebido apenas feijão com farinha como refeição escolar.

O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo nas redes sociais mostrando a situação enfrentada pelos alunos. Uma mãe, que preferiu não se identificar, relatou indignação ao visitar o filho na escola e encontrar as crianças se alimentando apenas com os dois itens.

Em entrevista à imprensa, o secretário municipal de Educação, Carlos Vinicius Figueiredo, afirmou que a prefeitura enviou uma equipe até a aldeia assim que tomou conhecimento da denúncia. De acordo com ele, os servidores encontraram a despensa abastecida, inclusive com alimentos proteicos.

“Quando nós mandamos a equipe, havia alimentos lá. Nós também levamos mais alimentos, mas identificamos que havia, sim, alimentos para serem produzidos”, declarou o secretário.

Ainda segundo Figueiredo, a direção da unidade escolar e a coordenação da extensão não haviam comunicado previamente qualquer problema relacionado à falta de alimentos.

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Um diretor ouvido pela reportagem confirmou que houve atraso na entrega de parte dos produtos destinados à merenda, mas afirmou que a situação teria sido normalizada no dia seguinte.

Diante da repercussão, a Secretaria Municipal de Educação abriu uma sindicância para esclarecer o episódio e identificar eventuais responsabilidades. A administração municipal informou que aguarda respostas formais da unidade escolar para entender quais circunstâncias levaram ao fornecimento da refeição denunciada.

“Já mandei a documentação na manhã de hoje solicitando respostas e informações da unidade escolar. A partir disso, vamos apurar se houve alguma falha de logística, alguma falha de produção”, afirmou o secretário.

A prefeitura informou ainda que, caso sejam identificadas irregularidades ou condutas intencionais, os responsáveis poderão ser responsabilizados administrativamente.

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