PONTA DO ICBERG

Operação Vostok: despachante e sargento da PM são condenados por roubar propina

Policiais federais com malote de documentos apreendidos durante ação em 2018 (Foto: Arquivo | Campo Grande News)

publicidade

Crime ocorreu em 2017 e dinheiro seria pago ao corretor de gado José Ricardo Gutti Guimarães, o Polaco

Envolvidos em um roubo de propina que seria paga ao corretor de gado José Ricardo Gutti Guimarães, o Polaco, foram condenados a mais de 44 anos de prisão. A sentença foi publicada no Diário da Justiça desta terça-feira (2) e entre os réus estão o policial militar Hilarino Silva Ferreira e o despachante foragido David Cloky Hoffman Chita.

As sentenças são referentes à Operação Vostok, de 2018, defelagrada contra esquema de pagamento de propina à autoridades em troca de benefícios fiscais no Estado.

Agora, parte do grupo alvo da ação de sete anos atrás foi sentenciada por roubo majorado. Hilarino David, Luiz Carlos Vareiro e Vinícius dos Santos Kreff foram sentenciados a seis anos de reclusão e 15 dias-multa, cada um, em regime semiaberto. Jefferson Braga de Souza e Fábio Augusto de Andrade Monteiro foram condenados a seis anos e nove meses de prisão em regime fechado. Josué Rodrigues das Neves recebeu a mesma pena dos dois últimos, mas em regime semiaberto.

Leia Também:  Escrivão alvo de ação contra fraude em documentos é afastado

Ao todo, as sentenças somam 44 anos e três meses de reclusão e 195 dias-multa para os sete réus. O caso tramitou em sigilo na 4ª Vara Criminal de Campo Grande e ninguém teve a pena substituída por restrição de direitos.

Denúncia – Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o grupo teria roubado R$ 300 mil que seriam pagos para comprar o silêncio de Polaco, que ameaçava fazer uma delação premiada na época. O crime aconteceu em 27 de novembro de 2017, quando os criminosos cercaram o comerciante Ademir José Catafesta na BR-262.

Ademir foi enviado para receber o dinheiro, mas o valor e o veículo da vítima foram levados pelos criminosos. No entanto, policiais do BPChoque (Batalhão de Choque) conseguiram recuperar o carro e prender os integrantes da quadrilha. Eles confessaram o roubo. Os sete condenados acabaram sendo denunciados pelo MPMS.

Foragido – David Chita é apontado como líder do esquema de fraudes no Detran (Departamento Estadual de Trânsito). O despachante teve a prisão preventiva decretada em maio de 2024, dez meses após ser denunciado pelo MPMS pela inserção de dados falsos no sistema do órgão.

Leia Também:  Escândalo de suposta espionagem interna abala a CLDF e expõe crise de confiança nos bastidores do legislativo

A investigação do esquema foi conduzida pelo Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado). O inquérito policial descreve que foi revelada a existência de organização criminosa para fraudes e obtenção de lucro a partir das atividades criminosas.

Segundo o inquérito, o investigado David Cloky Hoffman Chita seria o líder, provedor e coordenador das operações, captando proprietários de veículos e cobrando valores indevidos para a baixa de restrições.

Conforme a investigação, o grupo teria conseguido liberar a documentação de pelo menos 29 veículos com restrições, lucrando cerca de R$ 290 mil. No entanto, a polícia identificou que a fraude envolveu mais de 200 veículos, principalmente caminhões com quatro eixos, antes da regulamentação sobre esses veículos.

 

Campo Grande News

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide

publicidade

Previous slide
Next slide