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Greve na Santa Casa de Campo Grande: Prefeitura e Governo do estado garantem repasses em dia

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A Prefeitura Municipal de Campo Grande emitiu uma nota nesta segunda-feira (22) para esclarecer que todos os repasses financeiros de sua responsabilidade à Santa Casa estão em dia. A administração municipal também destacou que, além dos repasses regulares, realiza aportes extras mensais de R$ 1 milhão à instituição.

De acordo com os dados fornecidos, a Santa Casa recebe atualmente R$ 392,4 milhões por ano (aproximadamente R$ 32,7 milhões por mês) provenientes de um convênio entre o Governo Federal, a Prefeitura e o Governo do Estado, que financiam o atendimento via Sistema Único de Saúde (SUS).

Em sua nota, a Prefeitura reafirmou seu compromisso com a Santa Casa: “A Prefeitura de Campo Grande está rigorosamente em dia com todos os repasses financeiros de sua responsabilidade destinados à Santa Casa. Desde o início deste ano, vem, inclusive, realizando aportes extras de R$ 1 milhão mensais”, afirmou. A Prefeitura também declarou que tem buscado alternativas para mitigar os impactos da greve e garantir a continuidade dos serviços prestados à população, mantendo diálogo permanente com a instituição.

Por sua vez, o Governo do Estado, através da Secretaria Estadual de Saúde (SES), também se manifestou sobre os repasses financeiros. A Secretaria garantiu que não há pendências financeiras com a Santa Casa e esclareceu que todos os repasses são feitos pontualmente ao Município de Campo Grande. Até outubro de 2025, a SES repassou R$ 90,7 milhões à Santa Casa, com um repasse mensal de R$ 9,07 milhões. Em novembro, houve um acréscimo de R$ 516.515, elevando o repasse mensal para R$ 9,59 milhões. Além disso, o Governo Estadual destinou R$ 25 milhões em recursos federais para a instituição em 2025, além dos repasses obrigatórios.

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A greve, que afetou 30% dos serviços do hospital, é motivada pela falta de pagamento do 13º salário aos funcionários. O movimento envolve profissionais de enfermagem, limpeza e copa da Santa Casa, que afirmam que o hospital propôs parcelar o pagamento do 13º salário em três vezes, ao longo de 2025, o que não foi aceito pela categoria. A Lei nº 4.090/1962 determina que o pagamento do 13º salário seja feito em duas parcelas: uma até o dia 30 de novembro e outra até o dia 20 de dezembro.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Enfermagem, Lázaro Santana, esclareceu que a mobilização não é uma greve, mas uma paralisação por períodos. “Nós não estamos de greve, estamos fazendo paralisações por período. Só vamos voltar ao trabalho quando o dinheiro estiver na conta”, afirmou Santana. Ele destacou ainda que o impacto da paralisação gera uma morosidade no atendimento, embora não haja desassistência.

A falta de comunicação entre a Santa Casa, o Município e o Estado é apontada como um dos fatores que contribuem para os conflitos. Santana observou que, enquanto o Governo do Estado e a Prefeitura afirmam que os pagamentos estão em dia, a Santa Casa alega dificuldades financeiras e a necessidade de reajustes nos contratos para garantir o cumprimento dos compromissos. Essa falta de consenso tem gerado insatisfação entre os trabalhadores, que cobram uma solução para a crise financeira da instituição.

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Impactos na População

Até o momento, a greve afetou 30% dos serviços oferecidos pela Santa Casa, incluindo atendimentos em consultas e cirurgias eletivas, pronto-socorro, UTI, enfermarias, limpeza e serviços de alimentação. A paralisação tem gerado filas e aumento no tempo de espera para pacientes, enquanto a instituição busca alternativas para a regularização dos pagamentos e evitar maiores prejuízos à população.

A situação continua sendo monitorada, com as partes envolvidas tentando encontrar uma solução para a crise, a fim de garantir o funcionamento adequado do hospital e o cumprimento das obrigações trabalhistas.

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