Plano do GDF prevê uso de ações de estatais e ativos imobiliários para recompor capital do banco após prejuízos que podem chegar a R$ 5 bilhões.
O Governo do Distrito Federal (GDF) prepara um plano de capitalização do Banco de Brasília (BRB) diante de prejuízos decorrentes de operações com o Banco Master que podem chegar a R$ 5 bilhões. Na condição de acionista controlador, o Executivo local finaliza um inventário patrimonial para viabilizar o aporte sem recorrer diretamente ao orçamento público.
A principal frente de atuação envolve o uso de ações de estatais do DF como garantia para uma linha emergencial de crédito, em especial junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Estão no radar ações de empresas públicas como Terracap, Caesb e CEB, que poderiam ser utilizadas como lastro na operação.
O caminho, contudo, enfrenta entraves legais e políticos. No caso da CEB, o uso de ações depende de autorização específica da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Além disso, parlamentares apontam que o leque de ativos é limitado, já que parte relevante da CEB foi privatizada e a Caesb não possui ações negociadas em Bolsa, o que dificulta uma monetização rápida.
Paralelamente, o GDF avalia a transferência de imóveis de grande porte para o patrimônio do BRB, por meio da criação de um fundo imobiliário. A estratégia busca reforçar a solvência do banco perante o Banco Central, que analisará o plano final. Entre os ativos avaliados está o Centrad, prédio fechado há mais de uma década.
Segundo o secretário de Economia, Daniel Izaias, e o presidente do BRB, Nelson de Souza, o banco não corre risco de quebra e o Distrito Federal dispõe de ativos suficientes para recompor o capital. O plano deve reunir mais de uma alternativa de socorro e, se aprovado, poderá ser executado em até 180 dias, enquanto a oposição cobra transparência e responsabilização pelas operações que geraram o prejuízo.























