A segunda sessão da licitação que definirá a empresa responsável pela administração da Lotesul (Loteria Estadual de Mato Grosso do Sul) terminou com uma nova proposta milionária ao Estado. A empresa paulista Prohards Comércio, Desenvolvimento e Serviços em Tecnologia da Informação Ltda. apresentou repasse estimado de R$ 18,5 milhões, após oferecer 36,11% da receita bruta prevista no edital.
O pregão eletrônico realizado nesta sexta-feira (13) foi suspenso para análise da oferta. Considerando o valor estimado de R$ 51.474.339,31, o percentual resultaria em R$ 18.587.383,92 aos cofres estaduais.
Disputa após desclassificação
A nova etapa ocorreu depois da desclassificação da empresa Lottopro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas Ltda., que havia apresentado proposta superior em sessão anterior, com repasse de 43,36% — equivalente a R$ 22,3 milhões.
Segundo a Secretaria-Executiva de Licitações, a empresa não comprovou a implementação do chamado “cofre eletrônico”, plataforma por onde o Estado receberia parte dos lucros da operação. O descumprimento do item previsto no edital levou à exclusão da proposta.
Com isso, restaram quatro concorrentes. A Prohards, sediada em Rio Claro, assumiu prioridade por ter feito a segunda melhor oferta anteriormente. Mesmo após solicitação de novo lance pela equipe do pregão, a empresa manteve o percentual apresentado, encerrando a sessão classificada para a fase de prova de conceito.
A companhia já atua em operações lotéricas regionais, incluindo iniciativas no estado do Paraná e no município de Cuiabá.
Suspensões e investigação
O processo licitatório da Lotesul já foi suspenso duas vezes. A última interrupção ocorreu em dezembro do ano passado por decisão do Tribunal de Contas do Estado, após a revelação de que integrantes da família Razuk, de Dourados, teriam criado uma empresa fictícia para tentar viabilizar participação de organização criminosa na concorrência.
De acordo com investigações do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Roberto Razuk e Roberto Razuk Filho — o deputado estadual conhecido como Neno Razuk — seriam apontados como líderes do grupo interessado na licitação milionária, inclusive com atuação judicial para questionar o processo.
À época, o governador Eduardo Riedel afirmou que a condução da licitação ocorreria da forma “mais aberta possível”.
Próximos passos
Com a proposta da Prohards agora em análise técnica, o processo segue para a etapa de prova de conceito, fase decisiva para validar a capacidade operacional da empresa antes da definição final do contrato que irá estruturar a loteria estadual sul-mato-grossense.





















