violência máxima

4º feminicídio em MS: jovem de 18 anos é morta pelo namorado em Três Lagoas

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Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada na madrugada desta quarta-feira (25) em Três Lagoas, a 311 quilômetros de Campo Grande. Ela é a quarta vítima de feminicídio registrada em Mato Grosso do Sul em 2026.

De acordo com o boletim de ocorrência, o namorado da jovem, de 22 anos, procurou o 2º Batalhão da Polícia Militar (2º BPM) durante a madrugada. Um policial que estava de plantão ouviu barulho no portão da unidade e se deparou com o rapaz, que chegou de bicicleta e afirmou que queria se entregar.

Ainda segundo o registro policial, ele confessou ter matado Beatriz após uma discussão no apartamento onde o casal estava, em um condomínio residencial da cidade. O suspeito relatou que, durante o desentendimento, a jovem teria lhe desferido um soco e, em seguida, ele a enforcou.

Após perceber que Beatriz estava morta, o rapaz teria comunicado o fato a um irmão e decidiu se apresentar à Polícia Militar. Ele entregou a chave do imóvel aos policiais, que se deslocaram até o local e acionaram a Polícia Civil e a Perícia Técnica. O suspeito foi preso em flagrante pelo crime de feminicídio.

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Quatro casos em menos de dois meses

Com a morte de Beatriz, o Estado soma quatro feminicídios apenas nos dois primeiros meses de 2026. As vítimas registradas até o momento são:

  • Josefa dos Santos, morta em 16 de janeiro, em Bela Vista;

  • Rosana Candia Ohara, assassinada em 24 de janeiro, em Corumbá;

  • Nilza de Almeida Lima, morta em 22 de fevereiro, em Coxim;

  • Beatriz Benevides da Silva, em 25 de fevereiro, em Três Lagoas.

Os casos reforçam o alerta das autoridades para a escalada da violência contra a mulher no Estado.

Onde buscar ajuda

Em Campo Grande, mulheres em situação de violência podem procurar atendimento na Casa da Mulher Brasileira, localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá. O atendimento é 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.

No local, funcionam a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Defensoria Pública, Ministério Público, Vara Judicial de Medidas Protetivas, além de atendimento psicossocial, alojamento temporário, brinquedoteca, Patrulha Maria da Penha e Guarda Civil Metropolitana. Em casos de emergência, também é possível acionar a Guarda pelo telefone 153.

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