feminicídio

Mulher atacada pelo marido com marreta morre no hospital; MS registra 5º feminicídio em 2026

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A enfermeira Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, morreu nesta sexta-feira (6) após ser brutalmente agredida com golpes de marreta pelo marido, o subtenente do Corpo de Bombeiros Elianderson Duarte, de 45 anos. A confirmação da morte foi feita pelo delegado responsável pelo caso, Rodrigo Inojosa.

Com a confirmação do óbito, o crime passa a ser registrado como feminicídio consumado e se torna o quinto caso do tipo em Mato Grosso do Sul em 2026.

Segundo informações apuradas pela reportagem, o protocolo de morte cerebral havia sido iniciado na quarta-feira (4). A confirmação ocorreu no início da tarde desta sexta-feira. De acordo com o delegado, os aparelhos que mantinham a paciente viva foram desligados e a família autorizou a doação dos órgãos.

O crime aconteceu no fim da tarde de terça-feira (3), na residência da família, localizada na Rua Cacique, na região da Vila Reno, em Ponta Porã, município a cerca de 313 quilômetros de Campo Grande.

Quando equipes da Polícia Militar chegaram ao local, Liliane foi encontrada caída e inconsciente dentro da casa, com ferimentos graves e sangramento na cabeça e no rosto. Vizinhos já prestavam os primeiros socorros. O Corpo de Bombeiros foi acionado e encaminhou a vítima ao Hospital Regional de Ponta Porã, onde ela permaneceu internada até a confirmação da morte.

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Pouco depois do ataque, Elianderson Duarte foi preso ao tentar fugir a pé pela Rua Humaitá, no mesmo bairro. Conforme o boletim de ocorrência, policiais civis que estavam na delegacia foram alertados por moradores sobre a fuga e iniciaram buscas pelo suspeito. Ele foi encontrado caído no chão, já contido por vizinhos.

No momento da abordagem, o militar se identificou como subtenente do 4º Grupamento de Bombeiros Militar e afirmou que teria agido em legítima defesa. Ele alegou que a esposa teria tentado atacá-lo com duas facas de serra.

Durante depoimento na delegacia, no entanto, Elianderson optou por permanecer em silêncio. Inicialmente, o caso havia sido registrado pela Polícia Militar como lesão corporal e tentativa de feminicídio, já que ainda não havia confirmação da gravidade do estado de saúde da vítima.

Com a morte de Liliane e a análise das lesões sofridas pelos filhos do casal, a tipificação do crime foi alterada. Agora, a investigação trata o caso como feminicídio consumado, tentativa de feminicídio contra a filha do casal e tentativa de homicídio qualificado contra o filho do meio.

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Filhos feridos

Os três filhos do casal também foram vítimas da violência. Um adolescente de 15 anos e uma jovem de 17 anos apresentavam lesões e sangramento na cabeça. Já o menino de 13 anos sofreu forte abalo psicológico.

Os três foram levados por vizinhos ao hospital e receberam atendimento médico.

Durante a perícia no local do crime, a polícia apreendeu a marreta com marcas de sangue, além de duas facas de serra que estavam próximas ao suspeito.

No momento da prisão, Elianderson reclamou de dores nos pés e apresentou escoriações pelo corpo. Ele afirmou que teria sido agredido por moradores antes da chegada da polícia e solicitou atendimento médico.

O militar foi levado ao hospital da Cassems de Ponta Porã sob escolta policial, acompanhado pelo oficial de dia do 4º Grupamento de Bombeiros Militar. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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