A vice-governadora Celina Leão (PP) aparece como a pré-candidata ao Governo do Distrito Federal com maior índice de rejeição entre os nomes colocados para a disputa. Levantamento do Instituto Veritá, realizado entre os dias 13 e 19 de março de 2026 com 1.221 entrevistados, mostra que 40,9% dos eleitores afirmam não votar na vice-governadora. A margem de erro é de três pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.
O percentual coloca Celina em posição desconfortável diante dos adversários. Na sequência aparecem Leandro Grass, com 22,4% de rejeição, Izalci Lucas, com 15,7%, e José Roberto Arruda, com 15,0%. A diferença chama atenção: a vice-governadora concentra quase o dobro da rejeição de Grass e cerca de três vezes mais que Arruda, indicando dificuldades para ampliar seu eleitorado.
Analistas políticos avaliam que índices elevados de rejeição costumam representar um dos maiores obstáculos em campanhas eleitorais, já que limitam a capacidade de crescimento. No caso de Celina, o cenário é considerado ainda mais sensível porque ela é diretamente associada ao governo do qual faz parte.
A mesma pesquisa revela desgaste da atual gestão. Segundo o levantamento, 52,5% dos moradores do Distrito Federal classificam o governo Ibaneis Rocha como ruim ou péssimo. Outros 24,8% avaliam como regular, enquanto apenas 22,7% consideram a administração ótima ou boa. O resultado reforça a percepção de insatisfação majoritária com o governo.
Críticos apontam que a alta rejeição de Celina Leão reflete não apenas sua exposição política, mas também a vinculação com decisões e problemas enfrentados pela atual administração. Para adversários, o índice indica dificuldade da vice-governadora em se apresentar como alternativa de renovação, já que sua imagem permanece ligada ao governo reprovado por grande parte da população.
O momento político também contribui para o ambiente adverso. O governador enfrenta pedidos de impeachment na Câmara Legislativa e investigações relacionadas ao escândalo envolvendo o Banco Master. Esse contexto amplia o desgaste da base governista e tende a impactar diretamente a pré-candidatura de Celina.
Com rejeição elevada e um governo mal avaliado, a vice-governadora inicia a pré-campanha sob pressão. Especialistas consideram que, para se tornar competitiva, Celina Leão precisará reduzir a rejeição, reposicionar sua imagem e demonstrar independência em relação aos pontos mais criticados da atual gestão tarefa vista como difícil diante do cenário político atual.
























