Dinheiro Público

Parque Novo MT recebe novo reajuste de R$ 1,9 milhão e custo do projeto já supera R$ 1,5 bilhão

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O Parque Novo Mato Grosso voltou a ser alvo de novos desembolsos públicos após a publicação de três atos no Diário Oficial do Estado. Entre eles, está um reajuste de R$ 1,9 milhão em contrato de obras e outros dois contratos para aquisição de materiais destinados ao complexo, empreendimento que já possui projeções orçamentárias superiores a R$ 1,5 bilhão.

O maior valor corresponde ao 3º Termo de Apostilamento do Contrato nº 039/2024/MTPAR, firmado entre a MT Participações e Projetos S.A. (MTPar) e a empresa Jota Ele Construções Civis S/A. O documento refere-se às obras do Eixo Central/Praça da Família do Parque Novo Mato Grosso e prevê reajuste de 5,92% sobre o saldo contratual, acrescentando R$ 1.910.811,90 ao valor da execução.

Além disso, foram formalizados dois contratos com a empresa Loja Oba Oba Ltda. Um deles, no valor de R$ 20.780,50, prevê a aquisição de materiais de consumo e utensílios descartáveis para atender demandas da MTPar e do parque. O segundo contrato, de R$ 377.001,64, destina-se à compra de materiais diversos para utilização no complexo.

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Somados, os três atos publicados representam R$ 2.308.594,04 em novos gastos relacionados ao Parque Novo Mato Grosso.

Lançado em 2021 com previsão inicial de investimento de aproximadamente R$ 150 milhões, o empreendimento teve sua estimativa ampliada ao longo dos anos. Posteriormente, o valor oficial passou para R$ 900 milhões. Já apontamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) indicaram que o Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 contempla recursos superiores a R$ 1,5 bilhão para o projeto, além de cerca de R$ 977 milhões em obras licitadas ou planejadas.

Apresentado pelo Governo do Estado como o maior complexo multieventos da América Latina, o Parque Novo Mato Grosso deverá contar com autódromo, arena para shows, kartódromo, roda-gigante, vila temática e outros espaços de lazer e entretenimento.

O reajuste agora publicado representa a segunda recomposição anual do contrato, calculada com base no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI), da Fundação Getulio Vargas (FGV), conforme consta no extrato oficial.

Em análises anteriores, o Tribunal de Contas do Estado apontou a necessidade de maior clareza quanto ao planejamento financeiro e à sustentabilidade econômica do empreendimento após sua conclusão, especialmente em relação aos custos de manutenção e operação.

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Enquanto o governo estadual defende que o complexo será um importante vetor para o turismo, eventos e desenvolvimento econômico de Mato Grosso, o crescimento dos custos do projeto continua sendo motivo de questionamentos sobre o impacto dos investimentos no orçamento público e as prioridades da administração estadual.

Com sucessivos reajustes e novos contratos, o Parque Novo Mato Grosso consolida-se como uma das obras de maior valor em andamento no Estado e segue no centro do debate sobre investimentos públicos e planejamento de longo prazo.

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