O ex-governador Pedro Taques divulgou nas redes sociais um vídeo no qual acusa o governo de Mauro Mendes de atuar como “um governo de propaganda e de corrupção”, afirmando que relatório recente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) teria apontado irregularidades graves na Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso desde 2019, com pagamentos sem licitação, sobrepreço e possível prejuízo de mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos.
Segundo Taques, “o dinheiro do Estado está sendo roubado” e sempre as mesmas empresas estariam sendo favorecidas pela gestão de Mauro Mendes.
As principais acusações
-
De acordo com Taques, o documento do TCE-MT revela “pagamentos sem licitação, sobrepreço e superfaturamento” na área da saúde estadual desde 2019, implicando prejuízos estimados em mais de R$ 1 bilhão.
-
Ele acusa o governo de “nada fazer” frente às denúncias, sugerindo que o atual chefe do Executivo estadual mantém “as portas abertas” para desvios de recursos públicos.
-
Taques afirma ainda que as empresas beneficiadas têm relações com esquemas já investigados pela Operação Espelho, conduzida pelo Ministério Público.
-
Também focaliza uma transação citada de aproximadamente R$ 308 milhões pagos pela gestão estadual à empresa Oi S/A, cujo destino estaria sob investigação.
-
Ele aponta falhas também em segurança pública, meio ambiente (relacionadas a queimadas no Pantanal) e na paralisação de processos na secretaria estadual de meio ambiente. Contexto político e respostas
-
O desgaste entre os dois políticos está evidente: Mauro Mendes classificou Taques como “ridículo e sem credibilidade”, lembrando que Taques perdeu a reeleição em 2018. Gazeta Digital
-
A disputa tem claro viés eleitoral: Taques sinaliza que continuará publicando vídeos conectando o relatório do TCE à outras investigações e posicionamentos políticos para o futuro – possivelmente visando cargos nas eleições de 2026.
-
Em resposta, aliados de Mauro Mendes lembram que Taques “já teve sua chance” e foram derrotados nas urnas, questionando assim seu protagonismo para criticar. RD News
O que pesa e o que falta esclarecer
Pontos que fortalecem as críticas
-
O uso de documentos do TCE-MT e de repercussão pública sobre pagamentos milionários à Oi S/A, que Taques trouxe à tona, conferem uma base para investigação.
-
O discurso de Taques capitaliza no descontentamento popular em áreas sensíveis como saúde, segurança e meio ambiente.
-
A acusação de que haveria empresas repetidamente favorecidas torna o assunto de interesse público, merecendo acompanhamento.
Pontos que demandam confirmação e cautela
-
Embora Taques mencione “relatório do TCE” com danos superiores a R$ 1 bilhão, não há no âmbito público, até agora, um detalhamento divulgado amplamente que permita verificar cada item ou empresa envolvida.
-
As críticas de Taques vêm de um ex-governador em oposição ao atual chefe do Executivo, o que exige observar possíveis motivações políticas e o equilíbrio entre denúncia e defesa.
-
O governo de Mauro Mendes ainda não apresentou, publicamente ou com transparência, uma resposta detalhada a todas as acusações levantadas por Taques, o que deixa lacunas para o cidadão avaliar.
Impactos e implicações
-
Caso as denúncias avancem, isso pode gerar forte desgaste para o governo de Mauro Mendes, abrindo espaço para investigações mais amplas por órgãos de controle e Ministério Público.
-
Para Taques, a iniciativa de denúncia reforça seu protagonismo político e pode servir como trampolim eleitoral, mas também o expõe à exigência de provas e de assumir responsabilidade pela clareza dos dados apresentados.
-
A população de Mato Grosso está em observação — setores como saúde e segurança são particularmente sensíveis ao eleitorado e podem refletir em ganhos ou perdas políticas importantes.
As críticas de Pedro Taques ao governo de Mauro Mendes colocam em evidência dois elementos: o enfrentamento político entre ex-governador e atual governador, e a utilização de denúncias de gestão pública como instrumento de disputa. Há subsídios para que as acusações sejam levadas a sério — especialmente os pontos relativos à saúde e aos pagamentos à Oi S/A — mas ainda falta transparência completa para que o cidadão forme opinião com base em todos os dados. Ressalte-se que o caráter investigativo desta matéria não significa julgamento antecipado: cabe às autoridades competentes (TCE-MT, Ministério Público, etc.) apurar com profundidade.
3efd5ebd-8f09-4d63-b6ca-71b8267d90ad























