MATO GROSSO

Abandono, buracos e cobranças: gestão Flávia Moretti enfrenta pressão crescente em Várzea Grande

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A administração da prefeita Flávia Moretti (PL) voltou a ser alvo de críticas após declarações em que atribuiu a falta de obras de infraestrutura à baixa arrecadação do IPTU em bairros de Várzea Grande. Ao comentar as cobranças de moradores do bairro Eliane Gomes por asfalto e tapa-buracos, a prefeita afirmou que o município lançou R$ 160 mil em IPTU na região, mas arrecadou apenas R$ 600 até o momento.

A fala da gestora repercutiu negativamente entre moradores e lideranças políticas, que apontam que a cidade enfrenta um cenário de abandono em diversas áreas, principalmente na infraestrutura urbana e na saúde pública.

Durante entrevista, Moretti alegou que a Prefeitura enfrenta dificuldades financeiras para executar obras de pavimentação, recapeamento e manutenção das vias. Segundo ela, sem arrecadação suficiente, o município não consegue ampliar os investimentos.

“Eu não tenho como fazer asfalto, pagar asfalto, recapear e tapar buraco se eu não tiver dinheiro”, declarou a prefeita.

Apesar da justificativa, moradores reclamam que bairros inteiros convivem diariamente com ruas esburacadas, lama, poeira e falta de manutenção básica. Em várias regiões da cidade, motoristas relatam prejuízos constantes com veículos danificados e dificuldades de mobilidade.

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Além dos problemas na infraestrutura, a saúde pública também tem sido motivo frequente de reclamações. Usuários denunciam demora em atendimentos, falta de medicamentos, dificuldades para realização de exames e unidades superlotadas. Pacientes afirmam enfrentar longas filas e ausência de estrutura adequada em postos de saúde e unidades de pronto atendimento.

Nos bastidores políticos, cresce a avaliação de que a gestão ainda não conseguiu apresentar respostas concretas para os principais problemas enfrentados pela população. Vereadores da oposição e lideranças comunitárias afirmam que a Prefeitura transfere a responsabilidade para a crise financeira, enquanto os serviços públicos seguem deteriorados.

A prefeita afirmou ainda que o município possui cerca de 26% de inadimplência no IPTU e disse que os recursos arrecadados precisam ser divididos entre folha de pagamento, saúde e infraestrutura. Ela também citou dificuldades na liberação de aproximadamente R$ 90 milhões do programa Finisa, além de atrasos em repasses prometidos pelo Governo do Estado.

Moretti declarou que a atual administração também continua pagando parcelas de financiamentos contratados em gestões anteriores. Segundo ela, somente prestações do Finisa da antiga gestão consomem quase R$ 6 milhões por mês dos cofres municipais.

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Enquanto isso, moradores prometem manter cobranças e manifestações por melhorias em bairros considerados esquecidos pelo poder público. Para parte da população, o discurso da falta de arrecadação não justifica o estado crítico enfrentado atualmente por Várzea Grande.

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