MATO GROSSO

Max Russi acusa Abilio de criar “cortina de fumaça” e cobra foco na gestão de Cuiabá: “No final, a conta chega”

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), reagiu às declarações do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e afirmou que o gestor municipal estaria utilizando uma “cortina de fumaça” para desviar a atenção de sua tentativa de influenciar a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal.

Em entrevista à Gazeta Digital, Russi criticou o fato de Abilio ter feito acusações genéricas contra deputados estaduais durante a abertura da 58ª Expoagro, sem citar nomes. Para o parlamentar, a estratégia teve como objetivo mudar o foco do debate político.

“Falar até papagaio fala e agora virou moda: você joga uma acusação ao vento, não cita nomes, você ganha a narrativa da mídia”, afirmou o presidente da ALMT.

Segundo Russi, o verdadeiro assunto em discussão era a atuação do prefeito para alterar o regimento interno da Câmara de Cuiabá, buscando fortalecer sua influência sobre o Legislativo municipal.

“A narrativa daquele momento era a intervenção dele na Câmara, a ida dele à Justiça para mudar o regimento da Câmara e ter vantagem nas votações”, declarou.

Acusação durante a Expoagro

A polêmica teve início na última sexta-feira (10), durante a abertura da 58ª Expoagro, quando Abilio Brunini saiu em defesa do agronegócio e afirmou que existiriam parlamentares estaduais beneficiados financeiramente pelo setor, mesmo fazendo críticas ao segmento.

“Tem deputado na Assembleia Legislativa sustentado com dinheiro do agronegócio, bancado pelo dinheiro do agronegócio, que é capaz de xingar o agronegócio, sendo sustentado ele, a família e as amantes com dinheiro do agronegócio”, declarou o prefeito.

A declaração repercutiu entre deputados estaduais, principalmente pelo fato de o prefeito não ter identificado os parlamentares aos quais se referia.

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“Ele conseguiu mudar as manchetes”

Para Max Russi, a estratégia adotada por Abilio foi bem-sucedida ao deslocar o foco das discussões sobre sua atuação política junto ao Legislativo municipal.

“Ele conseguiu criar essa cortina de fumaça e teve sucesso. É muito bom em criar novas narrativas conforme aparecem as crises”, afirmou.

O deputado também criticou a tentativa do prefeito de garantir a reeleição da vereadora Paula Calil (PL) à presidência da Câmara de Cuiabá, o que, segundo ele, manteria uma relação de excessiva proximidade entre Executivo e Legislativo.

Cobrança por resultados

Ao encerrar a crítica, Max Russi afirmou que a prioridade da administração municipal deveria ser a entrega de melhorias para a população cuiabana, em vez de disputas políticas.

“O que se precisa fazer por Cuiabá são entregas. A população precisa de muitas coisas nos bairros e no centro, e isso é o que a prefeitura tem que fazer, porque, no final, a conta chega”, concluiu.

As declarações ampliam o embate político entre o chefe do Executivo da capital mato-grossense e o presidente da Assembleia Legislativa, em meio às discussões sobre a relação entre a Prefeitura de Cuiabá e a Câmara Municipal.

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