A inauguração da Casa do Artesanato, realizada na tarde desta sexta-feira em frente ao camelódromo de Nova Alvorada do Sul, foi marcada por um episódio de tensão envolvendo o prefeito José Paulo Paleari (PP) e a vereadora Andréa Fim (PSDB). O evento, que deveria celebrar o fortalecimento do setor artesanal, acabou sendo tomado por um embate político e por atitudes consideradas desrespeitosas por parte do chefe do Executivo.
Durante o uso da palavra, a vereadora relembrou dificuldades enfrentadas pelas artesãs do município em abril de 2024, quando solicitou à Prefeitura a disponibilização de uma tenda para a realização de uma feira em frente ao Parque Nelson Tererê. Segundo ela, o pedido foi negado e, com a chuva, os produtos acabaram sendo molhados.
“A resposta que eu tive foi não, mas eu, mesmo assim, fiz a feira. Veio chuva, molhou o artesanato e a resposta que eu tive do nosso prefeito municipal foi que nem tudo que a gente quer a gente pode”, afirmou a parlamentar.
Enquanto a vereadora discursava, o prefeito José Paulo Paleari foi flagrado fazendo gestos para que as pessoas presentes a vaiassem. Parte do público atendeu ao pedido, aumentando o clima de constrangimento durante a solenidade. Pouco depois, o microfone utilizado pela vereadora foi desligado e a programação oficial prosseguiu normalmente.
A atitude do prefeito foi alvo de críticas por demonstrar intolerância ao contraditório e por transformar uma cerimônia pública em palco para disputas políticas. Para observadores presentes, a cena destoou do espírito institucional esperado em um evento voltado à valorização dos artesãos e da cultura local.
Em nota, a Prefeitura de Nova Alvorada do Sul informou que a estrutura solicitada pela vereadora não foi disponibilizada porque dependia de locação e que, na data do pedido, a empresa responsável não possuía tendas disponíveis.
Apesar da justificativa, o episódio reacendeu debates sobre a relação entre Executivo e Legislativo no município e levantou questionamentos sobre a postura adotada pelo prefeito diante de críticas feitas por representantes eleitos da população. Para críticos, ao incentivar vaias e permitir que a fala da vereadora fosse interrompida, Paleari contribuiu para um ambiente de hostilidade incompatível com a democracia e o respeito entre as instituições.




















