A ex-primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, confirmou nesta terça-feira (23) que disputará uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Durante o lançamento oficial de sua pré-candidatura, ela afirmou que a decisão foi tomada após receber o que classificou como uma confirmação divina por meio de líderes religiosos.
Segundo Virgínia, durante meses ela resistiu à ideia de ingressar na disputa eleitoral e buscou orientação espiritual antes de anunciar sua entrada na política partidária. De acordo com a pré-candidata, seis pessoas, entre pastores, padres e religiosos, transmitiram a mesma mensagem sobre seu futuro político.
“Eu recebi de seis pessoas, praticamente seis pastores, padres e pessoas muito religiosas, que falaram que Deus pediu para que eu realmente saísse, que eu pudesse ajudar mais as pessoas e que Deus estava abençoando essa campanha”, declarou.
A ex-primeira-dama afirmou que interpretou os relatos como um chamado para continuar atuando na vida pública. Ela também relatou que recebeu diversos pedidos de apoiadores do interior do Estado para que permanecesse na política, o que contribuiu para sua decisão.
Durante o evento, Virgínia relembrou os problemas de saúde enfrentados nos últimos anos e afirmou que sua trajetória reforçou sua fé religiosa.
“Eu fui muito agraciada em todas as cirurgias que tive. Deus me curou”, disse.
O anúncio da pré-candidatura ocorreu durante um evento que também marcou o lançamento da pré-candidatura do ex-governador Mauro Mendes ao Senado Federal.
Carta com ameaça
Outro assunto que chamou atenção durante a entrevista foi a revelação de que Virgínia recebeu uma carta com ameaças para que desistisse da candidatura.
Segundo ela, o episódio ocorreu em dezembro do ano passado, quando ainda exercia a função de primeira-dama do Estado. A correspondência teria sido entregue por uma pessoa não identificada dentro do condomínio onde reside.
“Eu entrei com um processo porque recebi uma carta dentro da minha casa com ameaças para que eu não fosse candidata”, afirmou.
A pré-candidata informou que registrou boletim de ocorrência e que o caso tramita sob segredo de Justiça. De acordo com Virgínia, imagens do sistema de segurança permitiram à polícia identificar a pessoa responsável pela entrega da carta.
Questionada sobre a autoria das ameaças, ela disse estar impedida de fornecer mais detalhes devido ao sigilo judicial.
“Tem segredo de Justiça. Logo isso vai vir à tona”, declarou.
Apesar do episódio, Virgínia garantiu que as ameaças não influenciaram sua decisão de disputar uma cadeira na Câmara Federal.
“Não vai ter ameaça que vai me parar porque eu tenho muita fé em Deus”, concluiu.

























