Os vigilantes do Distrito Federal entraram em greve geral por tempo indeterminado na noite desta terça-feira (23/6), após decisão tomada em assembleia da categoria realizada no Conic, região central de Brasília. A paralisação começou às 19h e foi aprovada diante do impasse nas negociações da convenção coletiva de trabalho.
Segundo o Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal (Sindesv-DF), a categoria rejeitou a proposta apresentada pelo sindicato patronal, que prevê reajuste salarial de 3,9% sem pagamento retroativo à data-base. Os trabalhadores alegam que a oferta não recompõe as perdas acumuladas ao longo do período de negociação.
Além da questão salarial, os vigilantes também demonstram insatisfação com a proposta das empresas de assumirem a gestão do plano de saúde da categoria, medida que enfrenta forte resistência dos trabalhadores.
Impacto em diversos setores
A orientação do sindicato é para que os profissionais suspendam as atividades em postos de segurança privada em todo o Distrito Federal. A paralisação pode atingir órgãos públicos, hospitais, escolas, bancos, centros comerciais e outras instituições que dependem do serviço de vigilância para funcionamento regular.
Na área da saúde, a preocupação é ainda maior devido à importância da segurança para o controle de acesso e proteção de pacientes, profissionais e instalações.
Categoria cobra valorização
De acordo com lideranças sindicais, a greve é resultado da falta de avanço nas negociações, que se arrastam há vários meses. A categoria afirma que permanecerá mobilizada até que seja apresentada uma proposta considerada adequada pelos trabalhadores.
O movimento recebeu apoio de parlamentares ligados à categoria, entre eles o deputado distrital Chico Vigilante e a deputada federal Erika Kokay. Durante a assembleia, representantes sindicais reforçaram que permanecem abertos ao diálogo e à negociação com as empresas.
Cenário de mobilizações
A greve dos vigilantes ocorre em meio a uma série de mobilizações trabalhistas registradas no Distrito Federal nas últimas semanas. Recentemente, os garis também realizaram paralisações em defesa da criação de um piso salarial nacional e de melhores condições de trabalho.
Enquanto a categoria da limpeza urbana já retomou as atividades, os vigilantes iniciam um movimento sem prazo para terminar, aumentando a pressão sobre o setor patronal para a conclusão da convenção coletiva.























