Operação Mão Dupla investiga esquema de R$ 33 milhões em contratos do DER-DF

Foto: Divulgação/DER-DF

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a Operação Mão Dupla para investigar um suposto esquema de corrupção e fraudes em contratos de engenharia do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF). As irregularidades apuradas envolvem contratos que somam mais de R$ 33 milhões. 

Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em residências de investigados, em uma empresa privada e em uma unidade do DER-DF. A ação foi realizada pela Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR/Decor), em parceria com a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). 

As investigações têm como foco dois contratos de serviços técnicos de engenharia destinados à elaboração de estudos e projetos para o planejamento da infraestrutura rodoviária do Distrito Federal. Segundo a PCDF, há indícios de que parte dos serviços foi atestada de forma irregular, causando prejuízos aos cofres públicos. 

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Além das supostas fraudes contratuais, os investigadores identificaram movimentações financeiras consideradas atípicas, evolução patrimonial incompatível com a renda de alguns investigados e a utilização de terceiros e empresas para ocultar recursos de origem ilícita. 

Os envolvidos poderão responder por crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Somadas, as penas podem chegar a 25 anos de prisão, além de multas e eventual ressarcimento dos prejuízos ao erário. 

O nome “Mão Dupla” faz referência à suspeita de atuação conjunta entre agentes públicos e empresários para viabilizar as irregularidades nos contratos investigados. 

Em nota, o DER-DF informou que ainda não teve acesso ao conteúdo da investigação, mas afirmou que está colaborando com a Polícia Civil e permanecerá à disposição das autoridades para contribuir com o esclarecimento dos fatos. O caso segue sob sigilo judicial.

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