crimes ambientais

PF mira grupo suspeito de facilitar extração ilegal de madeira e minérios em terras indígenas de Rondônia

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A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (7), a Operação Acesso Facilitado para desarticular um grupo investigado por atuar na extração ilegal de madeira e minérios nas Terras Indígenas Roosevelt e Parque Aripuanã, localizadas na região de Espigão d’Oeste, em Rondônia.

De acordo com as investigações, a organização criminosa promovia a exploração ilegal de recursos naturais em áreas pertencentes à União. A apuração aponta ainda que dois investigados teriam exercido papel estratégico no esquema, facilitando o acesso de exploradores às terras indígenas em troca de vantagens financeiras, por meio de pagamentos adicionais ao salário de servidor público.

Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. A ação contou com o apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), que acompanhou as diligências.

O objetivo da ofensiva é apreender documentos, equipamentos eletrônicos e registros financeiros capazes de identificar outros envolvidos e dimensionar a estrutura da organização criminosa, além de rastrear a movimentação dos recursos obtidos com a exploração ilegal.

Segundo a Polícia Federal, os investigados poderão responder pelos crimes de extração ilegal de recursos florestais em terras públicas, usurpação de bens da União, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

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Terras indígenas na mira

As Terras Indígenas Roosevelt e Parque Aripuanã são áreas de relevante importância ambiental e cultural, frequentemente alvo de invasões para exploração clandestina de madeira e minérios. A atuação ilegal provoca impactos ambientais significativos, além de ameaçar a segurança e os direitos das comunidades indígenas que vivem na região.

A Operação Acesso Facilitado integra o conjunto de ações da Polícia Federal voltadas ao combate aos crimes ambientais e à proteção do patrimônio público e das terras indígenas na Amazônia Legal. As investigações continuam para identificar outros integrantes do esquema e possíveis financiadores da atividade criminosa.

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