Ibaneis Rocha desiste do Senado, anuncia saída da política e muda cenário eleitoral no DF

Foto: José Cruz/Agência Brasil

publicidade

O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), anunciou nesta quarta-feira (8) que não será candidato ao Senado Federal nas eleições de 2026. A decisão encerra sua trajetória política, iniciada em 2018, e representa uma das principais mudanças no cenário eleitoral do Distrito Federal.

Ibaneis havia deixado o comando do Governo do Distrito Federal em março deste ano para cumprir o prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral e viabilizar sua candidatura ao Senado. No entanto, afirmou que desistiu da disputa por motivos pessoais.

Em declaração à imprensa, o ex-governador disse estar “cansado e decepcionado” com a política e afirmou que pretende priorizar sua vida pessoal.

“Fiz a minha parte pela cidade que eu amo e que me deu tudo. Vivi pandemia, cuidei de pessoas e agora preciso cuidar de mim. Não preciso de mandato para ser feliz.”

Ibaneis também descartou disputar qualquer outro cargo eletivo, incluindo uma vaga na Câmara dos Deputados. Após o anúncio, informou que permanecerá em sua fazenda e só deverá retornar a Brasília após o período das convenções partidárias.

Leia Também:  Senadores garantem R$ 84,8 milhões em emendas para MS e interior deve concentrar recursos

Trajetória política

Advogado e ex-presidente da OAB-DF, Ibaneis Rocha entrou na disputa pelo Governo do Distrito Federal em 2018 como um candidato considerado azarão. No segundo turno, derrotou o então governador Rodrigo Rollemberg com ampla vantagem, tornando-se o primeiro brasiliense nato eleito para governar o DF.

Em 2022, conquistou a reeleição ainda no primeiro turno.

Seu segundo mandato, entretanto, foi marcado por um dos momentos mais delicados da política distrital. Após os atos de 8 de janeiro de 2023, Ibaneis foi afastado do cargo por 90 dias por decisão do ministro Alexandre de Moraes, sob a alegação de falhas na segurança pública durante os ataques às sedes dos Três Poderes. A suspensão foi posteriormente revogada, permitindo seu retorno ao governo.

Ruptura com Celina Leão

A desistência ocorre após meses de desgaste político entre Ibaneis e sua sucessora, a governadora Celina Leão (PP).

Desde que assumiu definitivamente o Palácio do Buriti, Celina passou a fazer críticas à gestão anterior, especialmente em relação à situação da saúde pública e às repercussões da crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master.

Leia Também:  Entre rodeios e festivais gospel, MT aplica R$ 4 milhões em eventos

O rompimento tornou-se evidente quando a governadora declarou apoio às candidaturas de Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) para as duas vagas ao Senado, deixando Ibaneis fora da composição política do grupo governista.

Cenário eleitoral

A saída de Ibaneis Rocha altera significativamente a disputa pelas duas vagas ao Senado no Distrito Federal.

Considerado um dos nomes mais competitivos da eleição, sua desistência abre espaço para uma reorganização das alianças partidárias e pode favorecer novas candidaturas do campo de centro e da direita.

Com a retirada do ex-governador, os partidos devem intensificar as negociações durante o período das convenções, redefinindo estratégias para uma disputa que passa a ser considerada mais aberta e imprevisível.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide

publicidade

Previous slide
Next slide