Gaeco nas ruas

Operação do Gecoc mira suspeitas de fraude em contratos da saúde em Mato Grosso do Sul

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Equipes do Gecoc e Gaeco cumprem mandados em Campo Grande, Jardim e Nioaque; investigação é desdobramento da Operação Auditus, que apurou cobranças indevidas de exames

O Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (13), uma operação para investigar suspeitas de fraude em contratos públicos na área da saúde em Mato Grosso do Sul.

As equipes cumprem mandados em Campo Grande, Jardim e Nioaque. Conforme informações apuradas pela reportagem, o alvo das investigações envolve contratos relacionados à prestação de serviços médicos, consultas, exames e procedimentos realizados por municípios da região.

Na Capital, uma das diligências ocorre em um condomínio de luxo na região norte de Campo Grande. Também há informações sobre cumprimento de mandado na residência da ex-secretária de Saúde de Nioaque, Márcia Jara.

A ação desta quinta-feira seria um desdobramento da Operação Auditus, deflagrada há cerca de um ano para investigar um esquema de possíveis fraudes na área da saúde.

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Na investigação anterior, foram identificadas suspeitas de cobranças indevidas por exames que não teriam sido efetivamente realizados, além de possíveis irregularidades em processos licitatórios e na execução dos contratos.

Segundo as apurações, as licitações investigadas tinham como objetivo a contratação de empresas para prestação de serviços de especialidades médicas, incluindo consultas, exames e procedimentos. O potencial dano aos cofres públicos foi estimado em mais de R$ 3 milhões, considerando o período entre 2019 e 2024.

O nome da operação, “Auditus”, faz referência à palavra latina relacionada à audição. Um dos exames que teria sido alvo das fraudes é a triagem auditiva neonatal, conhecida popularmente como “teste da orelhinha”.

Prefeituras dizem não ser alvo de buscas

O prefeito de Nioaque, André Guimarães (PP), informou que não há cumprimento de mandados dentro do prédio da Prefeitura durante a operação desta quinta-feira.

Em Jardim, o prefeito Guga (PSDB) também confirmou à reportagem que não há diligências em prédios da administração municipal. Segundo ele, a atual gestão não é alvo da ação.

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As investigações seguem sob responsabilidade dos órgãos de controle e persecução penal, que deverão esclarecer a participação de empresas e agentes públicos ou particulares nos fatos investigados.

Os mandados e demais medidas judiciais fazem parte da apuração e, até o momento, eventuais responsabilidades individuais deverão ser confirmadas no decorrer das investigações.

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