Shopping Dubai

Alvo de CPI e suspeito de lavagem, empresário inaugura shopping de luxo

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Empresário responsável pela construção do Shopping Dubai, na fronteira de MS com o Paraguai, responde por suposto crime de lavagem de dinheiro no TRF3

 

Boutros Sarkis Mezher, empresário de Ponta Porã (MS) que em 2003 foi pressionado por deputados na CPI da Pirataria sobre um atípico esquema de exportação de cerveja, hoje se destaca como um dos grandes investidores na fronteira.

Nesta quinta-feira (04) ele se prepara para inaugurar um mega shopping em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, o Shopping Dubai. Enquanto isso, mantém contratos de aluguel de imóvel com a prefeitura de Ponta Porã, duas décadas após seu nome surgir em uma investigação que apontava para uma “vasta rede de ilegalidade” na região. O empresário também responde por crime de lavagem de dinheiro no TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3 Regiao).

CPI da Pirataria

Em novembro de 2003, Boutros Sarkis Mezher, então dono da exportadora Lemond Comércio, depôs como testemunha na CPI da Pirataria. Na ocasião, ele detalhou um negócio que levantou fortes suspeitas dos parlamentares: a exportação de 30 mil caixas de cerveja por mês para um único cliente no Paraguai, com pagamentos de até R$ 150 mil mensais recebidos em dinheiro vivo.

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Durante a sessão, os deputados apontaram uma grave inconsistência financeira, calculando que os custos de compra da mercadoria superavam o faturamento declarado pelo empresário. O modelo de negócio, sem contratos formais e com transações em espécie, foi duramente questionado.

O relatório final da CPI concluiu que organizações criminosas formavam uma “vasta rede de ilegalidade” na fronteira, causando enormes prejuízos com sonegação fiscal e pedindo um aprimoramento das leis e da fiscalização para combater esses crimes. O empresário não chegou a ser indiciado no relatório final.

Vinte e dois anos depois, a trajetória de Mezher é de notável sucesso empresarial. Ele está à frente da construção do Shopping Dubai, um empreendimento de luxo em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha a Ponta Porã.

Paralelamente, sua atuação se estende ao setor público: o empresário possui contratos vigentes com a prefeitura de Ponta Porã para o aluguel de imóvel e também é proprietário do Majestic Hall Eventos.

A CPI de 2003 investigou justamente a “zona cinzenta” onde operam negócios com logística informal e transações em dinheiro, que dificultam a fiscalização. A evolução de um empresário que atuava nesse cenário para um grande investidor com contratos públicos levanta questões sobre a formalização e a transparência dos negócios na fronteira ao longo do tempo.

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CORREIO DO ESTADO

 

 

 

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