A seleção brasileira masculina de futebol, apesar de não ser mais uma unanimidade, sem chamar toda atenção do então ‘Pais do Futebol’, ainda tem notícia ou se amplia, quando se destaca em goleada contra o adversário e em apontado ensaio de novo quarteto mágico, sem testado pelo também novo estrangeiro técnico, o Italiano Carlo Ancelotti.
O Brasil impôs uma vitória tranquila por 5 a 0, contra a Coreia do Sul, em amistoso disputado no início da manhã desta sexta-feira (10), em Seul, Capital coreana. O placar teve Estêvão e Rodrygo marcando dois cada, e Vinicius Junior fechando a goleada.
Em busca de um ataque mais efetivo, Carlo Ancelotti mandou a campo, um novo e talvez futuro ‘quarteto mágico’, com Rodrygo e Vinicius Junior pela esquerda, e Estêvão e Matheus Cunha pela direita, sem um homem de referência na posição de centroavante.
Já Casemiro e Bruno Guimarães, no meio, eram os responsáveis por fazer a ligação da defesa para o ataque, em uma formação que pressionou o time coreano dentro de casa desde o início do primeiro tempo.
Demais posições e também novidade
Ancelotti já havia testado o time do Brasil com quatro homens na frente, mas com nomes diferentes, em jogos das Eliminatórias. Na vitória contra o Paraguai, Vinicius Junior, Raphinha, Matheus Cunha e Gabriel Martinelli iniciaram entre os titulares. Contra o Chile, foram escalados Martinelli, Raphinha, Estêvão e João Pedro.
Hoje, na zaga, Ancelotti deu a primeira oportunidade à Éder Militão, que ficou afastado nos últimos meses por lesão, com o técnico apostando em uma espinha dorsal do Brasil calcada em nomes do Real Madrid que o italiano comandou antes de assumir a Seleção.
Gooll
A equipe nacional chegou com perigo nos minutos iniciais em chutes de Rodrygo e Vinicius Junior, até que o primeiro gol foi marcado, aos 13 minutos, com Estêvão.
O atacante do Chelsea recebeu passe preciso de Bruno Guimarães dentro da área e se antecipou à zaga coreana para tirar do goleiro batendo no alto para fazer seu segundo gol com a camisa da seleção brasileira -o primeiro foi na vitória por 3 a 0 contra o Chile, pelas Eliminatórias.
Quatro minutos depois, Casemiro chegou a ampliar, de cabeça, após cruzamento de Estêvão, mas o gol foi anulado por impedimento.
O Brasil seguiu dominante no campo de ataque, com os quatro homens na frente se movimentando com trocas de posições, sem que a Coreia conseguisse levar perigo ao gol de Bento.
Aos 41, Rodrygo, que já havia chegado com perigo alguns minutos antes, ampliou. Encerrando um hiato de mais de seis meses atuando pela seleção, o atacante do Real Madrid voltou reassumindo a camisa 10 e foi um dos jogadores mais participativos durante a partida.
No lance do gol, se valeu de boa jogada de Vinicius Junior pela ponta esquerda, que tocou para Casemiro na entrada da grande área. O volante serviu o atacante merengue, que se livrou do marcador com uma jogada de corpo e bateu firme de direita, sem chance de defesa para o goleiro coreano.
Segundo tempo
No início do segundo tempo, a toada do primeiro se manteve. Aos dois minutos, Estêvão, novamente, roubou a bola do zagueiro coreano na entrada da grande área, avançou em velocidade e chutou cruzado para fazer o terceiro.
Apenas dois minutos depois, Rodrygo fez mais um, mais uma vez sendo servido pelo companheiro merengue Vinicius Junior.
Aos 32, quando o time coreano esboçava uma tentativa de reação, foi a vez de Vinicius Junior marcar o seu. O atacante recebeu bom passe de Lucas Paquetá, que havia entrado dez minutos antes no lugar de Estêvão, e disparou em direção ao gol, driblou o zagueiro já na área e bateu para tirar do goleiro.
Em entrevista antes da partida contra os coreanos, o treinador já havia indicado certa insatisfação com o desempenho ofensivo da equipe.
A equipe
Para a partida no Estádio da Copa do Mundo de Seul, trouxe de volta Vinicius Junior, fora da última convocação, e Rodrygo, chamado pela primeira vez pelo italiano, com a experiência no Real Madrid contribuindo para o entrosamento na seleção pela esquerda.
Pela direita, Estêvão parece sair na frente na disputa por uma posição, com Raphinha e Neymar ainda entre os possíveis candidatos ao ataque da seleção na Copa.
Quarteto do passado
O primeiro quadrado mágico da seleção brasileira foi na Copa do Mundo de 2006, quando Carlos Alberto Parreira apostou em uma equipe com Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Adriano. O time acabou eliminado nas quartas de final pela França, gol de Thierry Henry.
O próximo compromisso da seleção brasileira deve ser em novembro, em partidas amistosas contra as seleções de Senegal e da Tunísia, em jogos disputados na Europa.
























