bebidas adulteradas

Campo Grande pode ter primeiro caso e morte por intoxicação por Metanol em óbito de jovem de 21 anos

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O prazer e lazer por meio de bebidas alcoólicas, além de possível perigo a Vida pela embriagues, agora tem um potencial perigo de risco de morte, por intoxicações de Metanol, que começaram em “casos isolados” ocorrendo em São Paulo, mas já estão se espalhando Brasil com internações e mortes. E em Mato Grosso do Sul, Campo Grande, pode entrar na lista das cidades com apontados casos e já em ‘primeiro’ com óbito de jovem de 21 anos. Ele faleceu rápido, nesta sexta-feira (3), em bairro da Capital.

Conforme divulgado pela polícia, um rapaz paciente de 21 anos deu entrada na unidade do UPA Universitário (Unidade de Pronto Atendimento), relatando mal-estar e morreu após somente 1h30, da entrada no Posto. Assim, o caso do morador do bairro Colibri, região sul de Campo Grande, foi registrado e será investigado por suspeita de intoxicação por Metanol.

O que pode ser primeiro caso em MS, é devido ao jovem ter ingerido certa quantia de bebidas nos últimos dias. Amostras de sangue e urina foram coletadas para perícia no IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal). O registro de B.O (Boletim de Ocorrência), aponta que o jovem, até chegou ontem à UPA Universitário, consciente, comunicativo e estável, mas reclamando de mal-estar gástrico, náuseas e vomitando certo tipo de líquido escuro.

As informações ainda não são precisas, pois há distancia de tempo e tipos de bebidas tomadas. Pelo B.O , se relata que ele bebeu Whisky no último sábado, e, cachaça no domingo. Depois, conforme depoimentos da tia e do irmão, que dizem que ele comprou uma garrafa de pinga nesta quarta-feira (1), tomou com suco, e amanheceu ontem, quinta-feira (2), passando mal, com provável causa sendo a bebida ingerida.

Da casa para UPA veio óbito

Conforme registrado em B.O, o jovem foi encaminhado pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para a UPA, onde deu entrada ontem (2), às 18h20, de onde saiu morto antes das 20 horas, cerca de 1h30 depois.

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A equipe de saúde relatou à Polícia Civil, que no momento da entrada, o rapaz confirmou que os sintomas apareceram após a ingestão de bebidas alcoólicas, talvez pela última na quarta-feira. Mas, ele estava consciente, orientado, comunicativo e estável, sem necessidade de suporte respiratório. “Ao chegar, ele caminhou por conta própria até a triagem, foi avaliado e classificado com a cor amarela, aguardando no saguão de espera”, disse enfermeira.

Contudo, a situação mudou cerca de 15 minutos depois. De acordo com o registro da ocorrência, o jovem apresentou crise convulsiva, perdeu a consciência e foi encaminhado para a sala vermelha, onde entrou em parada cardiorrespiratória.

“Foram feitas manobras de reanimação e intubação. Após 36 minutos, houve retorno da circulação espontânea, mas o quadro voltou a se agravar e ele sofreu nova parada. Após 12 minutos de tentativas, sem resposta, o óbito foi declarado às 19h53. O histórico médico apontou ainda consumo de álcool desde a infância, há cerca de nove anos”, aponta B.O sobre atendimento na UPA.

De onde saiu a bebida

A mãe do jovem disse à polícia, que sobre a bebida ingerida, ela teria sido comprada em um supermercado normal da região. Já o irmão, afirmou que adquiriu a cachaça em uma conveniência, a pedido dele, porque o então mercado, comércio estava fechado.

Ontem, a UPA reteve o frasco da bebida, conforme protocolo da Rede Municipal de Saúde, e recolheu amostras de sangue e urina, encaminhadas ao Lacen (Laboratório Central) para análise toxicológica. A suspeita é de possível intoxicação alcoólica, inclusive por metanol.

O delegado Willian Oliveira, plantonista da Depac/CEPOL (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário/Centro Especializado de Polícia Integrada), onde foi então registrado o caso, determinou que investigadores recolhessem outros frascos de bebidas alcoólicas encontrados na residência da vítima, no Jardim Colibri. E que o corpo fosse encaminhado ao IMOL para exame necroscópico especificos.

Investigação

Na manhã de hoej, equipe da Decon (Delegacia do Consumidor) estiveram também na UPA Universitário e recolheu o frasco de cachaça ingerido pelo rapaz. Depois, seguiu para uma conveniência no Colibri, onde também estão equipes do Procon e da Vigilância Sanitária.

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A reportagem entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para ter informações sobre a investigação.

Em nota, a secretaria informou que, em respeito à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e ao princípio constitucional da inviolabilidade da intimidade, não repassaria dados individualizados sobre pacientes.

Segundo a pasta, informações sobre estado de saúde, atendimentos ou processos de regulação são fornecidas apenas ao próprio paciente ou aos representantes legais.

Em relação à fiscalização, de acordo com a assessoria, a Vigilância Sanitária de Campo Grande segue o cronograma de rotina, com verificação da qualidade e procedência das bebidas comercializadas nos estabelecimentos. Até agora, não foram identificadas substâncias adulteradas nem casos de intoxicação por metanol registrados nas unidades de saúde da Capital.

Produto Metanol

O metanol é um álcool amplamente usado na indústria, principalmente na produção de combustíveis e solventes, mas não tem qualquer uso seguro para consumo humano. Diferente do etanol, presente em cerveja, vinho e destilados, ele é altamente tóxico.

O metanol é um álcool amplamente usado na indústria, principalmente na produção de combustíveis e solventes, mas não tem qualquer uso seguro para consumo humano. Diferente do etanol, presente em cerveja, vinho e destilados, ele é altamente tóxico.

Os primeiros sintomas surgem rapidamente e incluem visão embaçada, tontura, dores abdominais e dificuldade para respirar. Em maior quantidade, pode provocar cegueira irreversível, falência de órgãos e morte. A evolução depende da dose ingerida e da rapidez do atendimento médico, que costuma ser decisiva para salvar vidas.

Alerta Nacional

Casos recentes em diferentes estados levantaram a suspeita de bebidas adulteradas com metanol, acendendo um alerta nacional. Diante do cenário, o Ministério da Saúde instalou uma Sala de Situação para acompanhar e coordenar medidas em conjunto com a Anvisa, vigilâncias sanitárias locais e órgãos como o Ministério da Justiça e o Ministério da Agricultura.

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