Dinheiro Público

MP investiga licitação de R$ 58,8 milhões para iluminação de LED em Dourados

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu procedimento para investigar possíveis irregularidades em um pregão eletrônico de R$ 58,8 milhões destinado à contratação de serviços de engenharia e locação de luminárias de LED em Dourados.

A apuração foi iniciada após denúncias anônimas apontarem indícios de direcionamento no certame, especialmente por conta de cláusulas consideradas restritivas à competitividade.

De acordo com a portaria, há suspeitas de exigências técnicas excessivas no edital, além da falta de justificativas adequadas para o modelo de contratação escolhido pela administração municipal. Caso confirmadas, as irregularidades podem configurar violação aos princípios da legalidade, moralidade administrativa e economicidade, que regem a administração pública.

As denúncias começaram a ser analisadas ainda em setembro de 2025, quando surgiram questionamentos sobre o edital da licitação. Posteriormente, em novembro do mesmo ano, o processo licitatório acabou suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS), o que levou o Ministério Público a prorrogar as apurações.

No fim de fevereiro deste ano, o MPMS formalizou a abertura de um Procedimento Preparatório, etapa anterior à instauração de um inquérito civil.

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Medidas adotadas

Entre as primeiras medidas determinadas na investigação está o envio de ofício ao prefeito de Dourados para que apresente informações detalhadas sobre a necessidade administrativa da contratação, além das alternativas avaliadas para a modernização do sistema de iluminação pública.

Parte dos autos também foi encaminhada, em janeiro de 2026, à 10ª Promotoria de Justiça de Dourados, responsável por acompanhar a prestação do serviço de iluminação pública no município.

Fiscalização já existente

Na 10ª Promotoria, o caso passou a tramitar dentro de um Procedimento Administrativo já em andamento, que fiscaliza o cumprimento de uma decisão judicial que obriga o município a realizar levantamentos periódicos da rede de iluminação pública e apresentar planos de atuação ao Ministério Público.

Segundo o MP, essa integração permite que a fiscalização do serviço continue sendo feita sem a necessidade de abertura de novos processos paralelos, evitando duplicidade de análises e garantindo maior eficiência na apuração.

Caso as irregularidades sejam confirmadas, o procedimento pode evoluir para inquérito civil, com possibilidade de responsabilização administrativa e judicial dos envolvidos.

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