Rede Municipal de Ensino

Decreto de Adriane Lopes é denunciado por corte salarial de professores com mais formação e tratamento desigual com temporários

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O Pauta Diária noticiou nesta quinta-feira (25) que “Adriane pune professores que darem atestado e vereadores temem corte de gratificação de 10%”, que trata de um decreto da prefeita Adriane Lopes (PP) que estabelece regras sobre a prestação de aulas temporárias em unidades da REME (Rede Municipal de Ensino) de Campo Grande.

A regulamentação até já gerou críticas de vereadores, em sessão de hoje na Câmara, por temor de corte de gratificação e até medida que pune professores convocados com atestado médico. Mas, os três maiores significados de tudo, é a -desvalorização da Educação e seus profissionais, com – desestimulo de formação, quiçá,continuada, para maior profissionalização e conteúdo ante ainda a – queda de valor de salários, sem a gratificações devido ao patamar de formação.

O professor Fábio Oliveira Rodrigues, critico defensor da todos os Profissionais da Educação, principalmente dos “temporários”, até por ser da categoria, procurou nossa reportagem para alertar sobre os três pontos, citados acima, que corta e abaixa salários, já defasados.

“A prefeita lançou hoje edital do Processo Seletivo para Professores Temporários. Até que com certo adiantamento. Mas, o cavalo de Troia veio junto, e, eu ou todos os colegas, já vimos que se cortou os Professores com Pós-graduações, Mestres e Doutores. Não que não irão poder, mas que não mais se pagará por este patamar, que ficará somente na graduação. Ou seja, quem se dedicou mais, gastou mais e lutou pelas Pós-graduações, não receberá por isto. Se quiser ficará com salários menor até a graduação”, explicou Fábio.

“Isso é uma vergonha @acpmsoficial @adrianelopesms @lucashenrique_bitencourt . Desvalorização. Para que ter Pós então ??”, comentou Regiane Pinheiro, em rede social, citando a ACP, o secretário de Educação e a Prefeita.

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Concursados e temporários são mesmo professor

Fábio aponta criticando que o tratamento entre Professores Concursados e temporários tem sido desigual e ficando cada vez pior, tanto da parte patronal governamental, estadual e municipal, como até sindical que não pauta os ‘temporários’ na ou em mesmas negociações com os Executivos.

“O Estado rebaixou professores temporários a salários quase a metade dos Concursados ante se fazer o mesmo serviço. Somos um ’mesmo’ professor e ministramos as mesmas aulas, avaliações e todo trabalho em uma sala de aula. Agora, a prefeita Adriane Lopes, baixa estas regras, até com atestados. Eu não posso ficar doente o outro professor pode! Isto, a prefeita, se aproveita da fragilidade sindical, em não conseguir representar professores temporários, ela faz o que quer”, ressaltou Fábio.

O professor temporário respalda sua fala de falta de representatividade por fala na semana passada de Gilvano Bronzoni, presidente da ACP (Associação Campo-grandense de Professores), o colocando sem saber sobre as demandas desta parte da categoria ou como ‘presidente duvidoso’.

“Gilvano disse que seriam boatos de que a prefeitura teria proposto a redução do salário de professores temporários, afirmando que ‘não tem nenhuma discussão com a ACP sobre redução do salário dos professores temporários’ e hoje temos este edital”, apontou Fábio.

Na Câmara

O vereador Riverton Francisco de Souza (PP), que foi professor, mas é aliado da gestão de Adriane, disse que foi surpreendido pelo decreto e afirmou que o texto retira gratificação de 10% dos professores convocados especialistas, mestres e doutores. O parlamentar também criticou a regra que determina que o professor temporário que apresentar afastamento superior a 15 dias corridos terá suas aulas revogadas, sendo posicionado no final da lista de convocação.

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“Isso é um retrocesso muito grande porque é uma conquista de anos dos nossos professores e professoras. É importante que a nossa Comissão de Educação, que é tão atuante, faça um requerimento para a gente dialogar com o Executivo para que isso não aconteça, e esse decreto seja revogado. Ou nós vamos deixar os professores mais doentes”, lamentou Riverton. “Nós temos é que trabalhar com prevenção. É continuar com aquelas conquistas de anos, e não tirar. Nós não podemos perder direitos adquiridos na educação”.

O vereador Landmark Rios (PT) também alerta que “o texto não garante o adicional de 10% para especialização ou mestrado, um direito já conquistado pela categoria” e que o benefício deve ser assegurado no edital de seleção.

“Isso significa que o novo modelo de contrato retira o benefício que valoriza a qualificação dos nossos profissionais da educação. Estamos de olho para acompanhar de perto e mobilizar a categoria e pressionar o Executivo”, relatou Landmark.

“Precisamos garantir que no edital que virá em seguida esses direitos e benefícios estejam presentes. A valorização dos nossos profissionais da educação é fundamental para a educação de Campo Grande”, concluiu o petista.

Abaixo assinado

O decreto de n. 16.389, de 22 de setembro de 2025, foi publicado na edição do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) desta quinta-feira (25). Além da prefeita Adriane Lopes, assinam a regulamentação os secretários municipais de Educação, Lucas Henrique Bitencourt de Souza, e de Administração e Inovação, Andréa Alves Ferreira Rocha.

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