Eleições 2026: Distrito Federal supera 2,5 milhões de eleitores e Ceilândia se consolida como maior polo

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O Distrito Federal chega às Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado superior a 2,5 milhões de pessoas, consolidando o crescimento da participação política na capital do país. Dados divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) apontam que o DF possui 2.562.037 eleitores cadastrados, dos quais 2.253.732 estão aptos a votar nas eleições de outubro. 

Além do aumento do eleitorado, os números revelam um avanço significativo na identificação biométrica. Atualmente, 94,4% dos eleitores aptos já realizaram o cadastramento biométrico, o equivalente a mais de 2,1 milhões de pessoas, reforçando a segurança do processo eleitoral. 

Ao mesmo tempo, a Justiça Eleitoral registra 273.434 inscrições canceladas e outras 34.871 suspensas, situação que impede esses cidadãos de participar da votação enquanto não regularizarem a situação. 

Ceilândia concentra o maior número de eleitores 

A distribuição do eleitorado confirma a força política de Ceilândia, que permanece como o maior colégio eleitoral do Distrito Federal. Somadas as três zonas eleitorais que atendem a região (8ª, 16ª e 20ª), são mais de 432 mil eleitores cadastrados, número superior ao de muitos municípios brasileiros. 

Entre as maiores zonas eleitorais do DF estão: 

  • 15ª Zona Eleitoral (Águas Claras e Taguatinga Sul): 184.227 eleitores; 
  • 16ª Zona Eleitoral (Ceilândia Norte e Brazlândia): 177.315 eleitores; 
  • 8ª Zona Eleitoral (Ceilândia Norte): 163.529 eleitores. 
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Na outra ponta, a 11ª Zona Eleitoral, localizada no Cruzeiro, é a menor do Distrito Federal, reunindo 83.326 eleitores. 

Biometria avança, mas ainda há diferenças entre regiões 

Embora o índice geral de cadastramento biométrico seja elevado, algumas regiões ainda apresentam percentuais mais altos de eleitores sem o registro digital. 

O melhor desempenho pertence justamente à 11ª Zona Eleitoral, onde apenas 2,97% dos eleitores aptos ainda não possuem biometria. 

Já os maiores índices de ausência do cadastro biométrico foram registrados na 18ª Zona Eleitoral (Lago Sul) e na 4ª Zona Eleitoral (Santa Maria), ambas com aproximadamente 7,3% dos eleitores aptos sem identificação biométrica. 

Mesmo assim, a Justiça Eleitoral esclarece que os cidadãos com título regular poderão votar normalmente, ainda que não tenham realizado a coleta biométrica. 

Mais de 24 mil eleitores com deficiência 

Os dados do TRE-DF também mostram que o Distrito Federal possui 24.849 eleitores com deficiência (PcD), representando cerca de 1,1% do eleitorado apto. 

As informações são utilizadas pela Justiça Eleitoral para planejar medidas de acessibilidade, atendimento prioritário e adaptação das seções eleitorais durante o processo de votação. 

Campanhas terão regras mais rígidas sobre IA 

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Além dos números do eleitorado, o TRE-DF publicou uma cartilha com as orientações para as campanhas eleitorais de 2026, trazendo novidades relacionadas ao uso da Inteligência Artificial (IA) na propaganda eleitoral. 

Pelas novas regras, conteúdos produzidos ou alterados por IA, como vídeos, imagens e áudios sintéticos, deverão informar de forma clara ao eleitor que foram gerados artificialmente, buscando reduzir o risco de desinformação e manipulação durante o período eleitoral. 

O material também reforça medidas voltadas à inclusão e à representatividade, exigindo que as campanhas observem a participação proporcional de mulheres, pessoas negras e indígenas na propaganda eleitoral, além da adoção de recursos de acessibilidade, como tradução em Libras e outros mecanismos destinados às pessoas com deficiência. 

Eleitorado será decisivo na disputa pelo Buriti 

Com mais de 2,25 milhões de eleitores aptos, o Distrito Federal terá um papel decisivo nas eleições de 2026, quando serão escolhidos governador, vice-governador, deputados distritais, deputados federais, senadores e presidente da República. 

A elevada cobertura biométrica e o crescimento contínuo do eleitorado reforçam a estrutura da Justiça Eleitoral para conduzir uma votação com maior segurança, ao mesmo tempo em que as novas regras de campanha buscam enfrentar desafios como a disseminação de conteúdos falsos e o uso indevido da Inteligência Artificial no processo eleitoral.

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