Distrito Federal

Levantamento revela alta indefinição na disputa pelo GDF, enquanto corrida ao Senado apresenta liderança mais consolidada e disputa aberta pela segunda vaga

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As eleições de 2026 no Distrito Federal começam a ganhar contornos ainda indefinidos a partir de levantamento do Instituto Veritá, que revela cenários distintos entre a disputa pelo Governo do DF e pelo Senado Federal. Enquanto a corrida ao Palácio do Buriti permanece altamente competitiva, a eleição para o Senado apresenta sinais de maior consolidação.

Governo do DF: empate técnico e variação de cenários

Os dados indicam que a disputa pelo Governo do Distrito Federal ainda está em fase inicial, com oscilações relevantes conforme o cenário apresentado aos eleitores.

No primeiro cenário estimulado, há um empate técnico ampliado entre quatro pré-candidatos. José Roberto Arruda aparece com 24% das intenções de voto, seguido por Celina Leão, com 22%. Logo atrás estão Izalci Lucas, com 21,5%, e Leandro Grass, com 21,4%. O cenário indica equilíbrio dentro da margem de erro, sem liderança consolidada.

Em um segundo cenário estimulado, entretanto, há mudança significativa. Celina Leão passa a liderar com 32,7% das intenções de voto, abrindo vantagem sobre Leandro Grass, que soma 25,1%. Nesse contexto, José Roberto Arruda aparece com 20,7%, seguido por Ricardo Cappelli, com 6,2%, e Paula Belmonte, com 1,8%.

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Apesar das variações, o dado mais expressivo da pesquisa está na modalidade espontânea: 89,6% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar. O índice revela um eleitorado ainda indeciso e suscetível a mudanças ao longo do processo eleitoral.

Senado: Michelle Bolsonaro lidera com vantagem

Na disputa pelo Senado Federal, o cenário é mais estável. Michelle Bolsonaro lidera as intenções de voto em todos os cenários testados, variando entre 29,8% e 33,5%.

Na segunda posição aparece Erika Kokay, com índices entre 23,4% e 26,3%. Em seguida, forma-se um bloco intermediário com Ibaneis Rocha, que varia entre 11,2% e 12,6%, e Bia Kicis, entre 11,1% e 12,5%.

Outros nomes citados incluem José Reguffe, com 5,9%, e Leila Barros, com 4,8%.

Segundo voto mantém disputa aberta

No cenário de segundo voto, que define a ocupação da segunda vaga ao Senado, há mudança na liderança. Bia Kicis aparece com 24,8%, seguida por Michelle Bolsonaro, com 19,5%, e Leila Barros, com 17,6%. O quadro indica uma disputa fragmentada e ainda indefinida para a segunda cadeira.

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Rejeição pode influenciar desempenho

A pesquisa também mediu os índices de rejeição dos candidatos ao Senado. Erika Kokay apresenta o maior índice, com 34%, seguida por Ibaneis Rocha, com 26%, e Michelle Bolsonaro, com 18,2%. Os dados sugerem que a rejeição pode funcionar como fator limitador de crescimento ao longo da campanha.

Dados do levantamento

O levantamento do Instituto Veritá ouviu 1.221 eleitores no Distrito Federal entre os dias 13 e 19 de março de 2026. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral para a pesquisa de Senado é DF-00559/2026.

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