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Empresa de MS com capital de R$ 80 mil pode assumir contrato bilionário da loteria estadual

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Uma empresa criada há apenas dois anos e com capital social de R$ 80 mil pode assumir a operação da loteria estadual de Mato Grosso do Sul, em um contrato que pode ultrapassar R$ 1,8 bilhão ao longo de 35 anos. A Dodmax Tecnologia foi convocada para a Prova de Conceito da licitação da Lotesul após a reprovação das três primeiras colocadas no certame.

A empresa, sediada em Campo Grande, ofereceu repasse de 31% ao governo estadual e tornou-se a quarta participante a avançar na disputa. Antes dela, foram desclassificadas as empresas Idea Maker Meios de Pagamentos, Prohards e Lottopro.

Segundo dados públicos, a Dodmax foi fundada em junho de 2024 e pertence ao empresário Mauro Luiz Barbosa Dodero. Além da atuação no desenvolvimento de software, ele também é pecuarista e já integrou a diretoria da Acrissul. O empresário ainda possui outras atividades empresariais, incluindo uma empresa de locação de veículos na capital sul-mato-grossense.

Apesar do capital social reduzido, a empresa pode administrar um faturamento mínimo estimado em R$ 51,4 milhões por ano. Caso o contrato atinja o prazo máximo previsto, o montante total pode chegar a cerca de R$ 1,8 bilhão.

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Histórico da licitação levanta questionamentos

O processo licitatório da loteria estadual tem sido marcado por controvérsias. Em março do ano passado, três empresas disputavam a concessão e o maior lance era de 21,57%. O certame acabou suspenso após questionamentos do empresário Jamil Name Filho, preso desde 2019 e condenado a mais de 70 anos, que apontou possível direcionamento no processo.

Na época, a Criativa Technology, comandada por Sérgio Donizete Baltazar, também apresentou denúncias de irregularidades. Meses depois, a quarta fase da Operação Sucessione indicou que uma suposta organização criminosa pretendia assumir a nova loteria estadual com previsão de faturamento anual semelhante ao projetado atualmente. Baltazar foi preso durante a operação.

Investigação cita grupo político e expansão do jogo

De acordo com as investigações, o deputado estadual Neno Razuk, junto com o ex-deputado Roberto Razuk e os familiares Rafael Godoy Razuk e Jorge Razuk Neto, teria planejado expandir atividades relacionadas a jogos para o estado de Goiás, disputando espaço com o controlador conhecido como Cachoeira de Goiânia.

As investigações também mencionam o histórico de influência do grupo, apontado como parte de um poder paralelo ao lado de nomes como Fahd Jamil e o próprio Jamil Name, ambos alvos da Operação Omertà.

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Próximos passos

A Dodmax ainda precisa ser aprovada na Prova de Conceito para seguir no processo. Caso seja habilitada, poderá assumir a administração da loteria estadual, encerrando uma licitação marcada por denúncias, investigações e forte disputa empresarial e política.

Com informações do site O Jacaré

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