ponta do iceberg

Empresário vira réu por arma com numeração raspada apreendida na Operação Tromper

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O empresário Edmilson Rosa, denunciado na Operação Tromper 3, também responde a denúncia por possuir um revólver calibre 38 da Taurus com numeração raspada, além de um coldre de couro com três munições. A arma foi apreendida durante a ofensiva do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em abril de 2024.

Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão foram encontrados na gaveta do escritório da empresa GC&AR, de propriedade de Edmilson, no bairro Tijuca, em Campo Grande, o revólver com “numeração suprimida”, as munições e o coldre. Questionado pelos policiais sobre o material apreendido, o empresário ficou em silêncio.

O juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, aceitou a denúncia em janeiro deste ano. O empresário, porém, não foi localizado e teve de ser representado pela Defensoria Pública. Só neste mês de maio, foi informado que o advogado Félix Jayme Nunes da Cunha assumiu o caso.

Félix Jayme é investigado pela Polícia Federal na Operação Ultima Ratio, que apura venda de sentença no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Edmilson Rosa, por sua vez, é réu pelos crimes de fraude em licitações, organização criminosa, corrupção passiva e peculato na Operação Tromper.

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Em despacho publicado no Diário de Justiça Eletrônico de quinta-feira, 22 de maio, foi determinado que a defesa do empresário apresente resposta à acusação no prazo de 10 dias.

O JACARÉ

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