O governo Eduardo Riedel em Mato Grosso do Sul, que no fundo no fundo, não teve, após quase três anos, uma marca exatamente própria, sendo uma continuidade dos oito anos de mandato do ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB), seu mentor, começa a sentir uma oposição política, que praticamente não obteve neste período. O caminho para ser ‘combatido’ também tem um viés de uma faca de dois gumes, sendo e não sendo apoiador do Bolsanarismo em MS (aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro- PL).
Agora, após apoio de Riedel, sendo contra a prisão domiciliar de Bolsonaro, decretada na última segunda-feira (4), ele conseguiu desgarrar de fez um aliado e então participes do governo, o PT. A sigla antagonicamente, em tese, se une a parte de lideranças do partido de Bolsonaro, o PL, para artilharia contra Riedel. Os liberais ‘rebeldes’, são contra a em curso cooptação do PL, que vem sendo conduzida pelo tucano Azambuja, com aval de acordos obscuros da direção Nacional, incluindo ou com a principal bênção de Bolsonaro.
Assim, rivais em todo o País, PT e PL ou parte dele, estarão no mesmo lado na pré-campanha para a eleição do próximo ano. De olho no Governo do Estado, lideranças dos dois partidos devem deixar as diferenças de lado para se unir contra a candidatura de Riedel (PSDB) à reeleição. O atual governador, que é tucano, mas também está em ida para o PL ou mais provavelmente ao PP ante a quase extinção do ninho tucano, que se reduziu drasticamente em todo o Brasil.
O PL, já tem praticamente certo, que receberá a filiação de Reinaldo Azambuja, ainda PSDB, mas lideranças até ‘grande’ do partido, como os deputados Marco Pollon e João Henrique, são contrárias à chegada dele, que era considerado adversário até bem pouco tempo atrás. O federal Pollon, fez no último domingo (3), um duro discurso público, em manifestação pró-Bolsonaro em Campo Grande. Já o estadual, Joáo Henrique, falou quarta-feira (6), na tribuna da Assembleia Legislativa, diversos ataques a gestão Riedel.
O efeito Bolsonaro que ‘une’ PT e PL em MS
O deputado federal Marcos Pollon (PL), por exemplo, deixou clara a insatisfação com a união e chegou a chamar de canalhas, sem citar nomes, os responsáveis pelo arranjo político. Ele, inclusive, deixou claro que vai tentar disputar o Governo do Estado. Mas, quem fez o ‘aranjo’ foi o próprio Bolsonaro, já em 2022, na então eleição municipal, se extendendo para a próxima de 2026, com Azambuja candidato do PL ao Senado, que interessa ao atual Bolsonarismo.
Rival do PL, o Partido dos Trabalhadores (PT), já anunciou, que deixará, na próxima semana, a base de sustentação de Eduardo Riedel e também pretende lançar candidatura própria para o Governo do Estado, tendo Fábio Trad como mais cotado para a disputa.
O estopim para o PT, que já vinham divididos em ser ‘governo Riedel, foi com o governador sendo contra a prisão de Bolsonaro, e até interrompendo viagem pela Ásia, para publicar nota oficial sobre o assunto.
Os petistas reagiram imediatamente à postagem ante que estão, em parte pequena, mas no governo Riedel, após irem às ruas para eleger Riedel no segundo turno, para não deixar o Estado ser governado por um aliado direto e raiz do Bolsonarismo, que tinha como concorrente o então deputado estadual Capitão Contar (PRTB).
As reações ‘conjuntas’

Zeca do PT e João Henrique Catan (PL), por exemplo, protagonizaram um barraco no primeiro semestre e na sessão desta semana chegaram a trocar elogios, arrancando gargalhada dos deputados.
O petista histórico, ex-governador de MS, Zeca disse que o discurso de João Henrique era lúcido e esclarecedor, já sinalizando o tom acima que o PT utilizará na próxima semana.
Zeca criticou um pronunciamento de João Henrique no semestre passado, classificando a atitude como canalha. João Henrique até ameaçou representar contra ele na corregedoria
Agora, a fala de Zeca gerou a reação de surpresa imediata dos colegas. E ainda, o petista continuou duramente criticando a administração e terminou chamando o ex-rival de “companheiro”, o que arrancou gargalhadas e rendeu até foto.
Assim, embora sejam rivais ao ponto de se odiarem, em vários momentos, as duas siglas torcem pelo fortalecimento das candidaturas, para que consigam levar a eleição para o segundo turno.
Hoje, Eduardo Riedel lidera as pesquisas, mas tanto o PL, quando o PT, apostam no crescimento da própria candidatura e um do outro para que a eleição não acabe no primeiro turno.





















