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Lucro milionário e serviço precário: Energisa reduz ganhos, mas continua faturando alto em meio a apagões e reclamações

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Às vésperas de renovar sua concessão por mais 30 anos, a Energisa — responsável pelo fornecimento de energia elétrica em 74 municípios de Mato Grosso do Sul — anunciou uma queda de 17,5% no lucro líquido acumulado nos primeiros nove meses de 2025. Apesar da retração, o resultado ainda impressiona: R$ 346,3 milhões de lucro, o equivalente a R$ 1,28 milhão por dia.

O balanço divulgado pela própria empresa mostra que, mesmo com o lucro menor em comparação ao mesmo período de 2024 (quando registrou R$ 419,9 milhões), a concessionária segue altamente rentável. A justificativa para a queda, segundo o relatório, está no aumento das despesas financeiras — especialmente o custo da dívida, que hoje chega a R$ 3,79 bilhões.

Mas, enquanto o caixa da Energisa segue saudável, a insatisfação dos consumidores cresce. Na última semana, dois temporais deixaram milhares de moradores de Campo Grande e do interior do Estado sem energia por longas horas, e as reclamações nas redes sociais se multiplicaram. Famílias inteiras ficaram no escuro, comerciantes tiveram prejuízos e equipamentos domésticos foram danificados.

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“Pagamos uma das contas de luz mais caras do país e, mesmo assim, vivemos com quedas constantes e demora no restabelecimento”, relata Maria do Carmo Silva, moradora do bairro Universitário, em Campo Grande. “Quando a energia cai, o prejuízo é todo nosso, mas o lucro deles não para.”

Apesar dos problemas no atendimento e da precariedade do serviço em várias regiões, a Energisa registrou aumento de 9,1% na receita líquida, passando de R$ 3,25 bilhões para R$ 3,55 bilhões. Ou seja, a empresa arrecadou mais, mesmo diante das críticas dos consumidores e dos apagões frequentes.

Com a renovação da concessão em pauta, cresce a pressão da sociedade para que o governo e os órgãos reguladores avaliem com rigor a qualidade do serviço prestado, antes de conceder mais três décadas de exploração à concessionária.

Enquanto isso, o consumidor sul-mato-grossense segue pagando caro — tanto na conta de luz quanto no prejuízo causado por um serviço que, segundo muitos, está longe de valer o que custa.

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