Natal é época de renovação espiritual e também na economia

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Natal é tempo de perdoar, agradecer e valorizar o que realmente importa na vida. Mas se o espírito natalino puder representar também nesta época do ano mais empregos, dinheiro no bolso e novos empreendimentos revitalizando a economia do Estado, melhor ainda.

Pensando nisso, os participantes da Comissão de Turismo e Gastronomia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) defenderam, em audiência pública na tarde desta quinta-feira (7/12/23), o potencial dos eventos natalinos para o desenvolvimento do turismo no Estado.

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O debate atende a requerimento de autoria do presidente da comissão, deputado Mauro Tramonte (Republicanos). Citando como exemplo a ser seguido o “Natal Luz” promovido por Gramado, município da Serra Gaúcha, ele lembrou que o chamado “turismo de Natal” já é um sucesso em todo o País.

O parlamentar destacou que Minas Gerais pode se destacar ainda mais pelo fato de o Natal adicionar aspectos culturais típicos do Estado, como as Folias de Reis, de tradição cristã, além, claro, da gastronomia natalina. E isso num período de mais estímulo ao consumo, inclusive com o pagamento do 13º salário, férias escolares e até mesmo a chegada do Verão.

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Nessa linha, Mauro Tramonte, que comandou a reunião, elogiou a segunda edição do “Natal da Mineiridade”, projeto desenvolvido pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e da Fundação Clóvis Salgado, com o apoio da Cemig e outros parceiros, que reúne informações e apoia mais de 600 eventos natalinos em Belo Horizonte e outros 450 municípios do Estado, mais do que o dobro no ano passado (220).

Em sua apresentação, o subsecretário de Turismo Sérgio de Paula e Silva Júnior lembrou que somente o Natal, no ano passado, representou um incremento de 60% no fluxo turístico no Estado, segundo avaliação da Secult, totalizando cerca de R$ 2,5 milhões de visitantes internos e externos. Esses números em 2023 já seriam 80% e 3,2 milhões, respectivamente.

“Houve uma época em que a vocação do Estado era o turismo de negócios e em dezembro alguns hotéis até fechavam para reforma. Hoje conseguimos recolocar Minas Gerais entre os principais destinos do Brasil e o Natal tem contribuído muito para isso”, destacou Sérgio de Paula.

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Ele garantiu que, segundo números do IBGE dos últimos 12 meses, Minas Gerais já ultrapassou São Paulo e é o segundo maior destino turístico do País. E ainda de acordo com ele, a mudança na legislação do ICMS para estimular o turismo deve dar novo estímulo ao setor a partir de 2024.

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Parceiro do governo estadual no “Natal da Mineiridade”, a Cemig atualmente só aprova projetos culturais em Minas Gerais, conforme garante o diretor-adjunto de Relações Institucionais, João Paulo Menna Barreto de Castro Ferreira. De quase R$ 12 milhões aplicados em 39 projetos em 2017, neste ano são cerca de R$ 110 milhões em 300 iniciativas.

Dessas últimas, segundo ele, 19 municípios receberão em torno de R$ 8 milhões em projetos ligados diretamente ao Natal, sendo R$ 4,6 milhões no interior do Estado, números que poderiam ser ainda maiores. “A Cemig tem o maior orgulho de ser a maior incentivadora da cultura em Minas Gerais. Mas nossa grande dificuldade ainda é receber projetos do interior do Estado na forma que a legislação de incentivo cultural exige”, aponta o executivo.

Presépios e lapinhas também são atração

A gerente de Difusão e Educação para o Patrimônio Cultural do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), Ana Carolina de Vasconcelos, lembrou ainda que, além das Folias de Reis, outra atração mineira relevante no período natalino são os presépios e sua variação conhecida como lapinhas.

Por isso, o instituto tem se empenhado em cadastrá-los anualmente para facilitar a visitação e preservação dessa tradição cultural natalina que remonta ao século 18, inclusive com a participação de Aleijadinho. Segundo ela, foram catalogados 709 presépios e lapinhas em 403 municípios no ano passado.

Neste ano, o cadastro do órgão ficará aberto até 18 de dezembro, mas já tem o município de Carmo do Cajuru (Centro-Oeste) como campeão isolado, com 111 dessas atrações.

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A ex-deputada estadual Maria Elvira de Sales Ferreira defendeu a reativação de uma campanha para tornar Belo Horizonte a capital do Natal no Brasil, que atualmente tem Curitiba (PR) como principal concorrente. Ela conta que como parlamentar e ex-secretária de Turismo até tentou isso, mas não encontrou apoio, ressaltando que esse cenário pode mudar caso o poder público entenda os benefícios econômicos que isso pode trazer para o Estado.

Idealizadora durante muitos anos da atração “Casa do Papai Noel” em BH e colecionadora com mais de 3 mil estátuas do “Bom Velhinho”, Maria Elvira ressalta que o Natal é uma festa que não pode ser encarada apenas pelo aspecto financeiro.

“Nunca gostei da imagem do Papai Noel ligada ao comércio. Ele é, historicamente, uma figura que representa a generosidade humana”, apontou.

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Essa também é a visão do presidente da Associação Mineira de Papais Noéis e Personagens Natalinos, Mário de Assis, que participou da audiência pública caracterizado como tal e acompanhado de outros quatro “colegas de profissão”, uma “Mamãe Noel” e até mesmo um “Bebê Noel”.

“O Natal do rô, rô, rô (alusão a tradicional risada do personagem) todo mundo conhece. É preciso falar do Natal da magia. Nessa época também temos sempre que lembrar do principal ensinamento de Jesus para amar o próximo como a ti mesmo”, ensinou.

Por isso, a associação contribui para a realização de um almoço de Natal nos restaurantes populares da capital mineira, além de outras iniciativas de cunho social ao longo de todo o ano.

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No aspecto mundano do Natal, Mário de Assis fez ainda uma defesa da “categoria” que representa, denunciando jornadas ilegais e extenuantes e cobrando o reconhecimento do poder público pela legalização e apoio ao exercício da “profissão”. Em campanha pela mobilização, ele agora tenta realizar em Belo Horizonte um encontro nacional da “categoria”.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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