Em 2025 a Polícia Federal apreendeu R$ 9,5 bilhões em operações contra o crime. O valor inclui apreensões de dinheiro em espécie, valores bloqueados em contas bancárias e apreensões de bens realizados entre janeiro e novembro deste ano.
O que aconteceu
Parte dos valores foi localizado em espécie com investigados. Nestas situações, a PF contabiliza as notas e as encaminha para serem depositadas em uma conta da Caixa Econômica Federal, que fica à disposição da Justiça.
No caso mais recente, por exemplo, foram apreendidos mais de R$ 469 mil em espécie em um apartamento do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), em Brasília. Este valor está em uma conta vinculada ao STF, que foi quem deu a ordem para a operação policial.
Nestes casos, valores ficam depositados em conta até o fim do processo. Objetivo é garantir que dinheiro possa ser devolvido para as vítimas do crime (seja uma pessoa física ou empresa) ou usado para pagar eventuais multas que os investigados forem condenados a pagar. Se não houver uma vítima específica do crime, o dinheiro é devolvido para os cofres públicos, podendo ir para o governo federal, estados ou municípios, a depender do caso.
Moedas falsificadas apreendidas em operações vão para o Banco Central. Nestas situações, cabe a autarquia fazer a apreensão dos papeis. Já no caso de moedas estrangeiras, elas ficam acauteladas na Caixa Econômica, sem irem para uma conta específica.
Caso não haja nenhuma condenação, recursos podem ser devolvidos. Medida pode ocorrer se ao final do processo for comprovado que não havia elementos para condenar a pessoa investigada e que ela pode utilizar os recursos novamente. Isso vale tanto para dinheiro em espécie quanto para outros bens apreendidos com os investigados.
R$ 1,3 milhão em aeroporto
Em maio, PF apreendeu mala com R$ 1,3 milhão com empresários que desembarcaram no aeroporto de Brasília. Bolos de dinheiro estavam dentro da bagagem de um grupo que saiu de um voo de Manaus (AM) para a capital federal, justamente no dia da Marcha dos prefeitos na cidade.
Três homens foram presos, mas soltos na semana seguinte. Ouvido pela PF, um dos empresários disse que parte dos recursos vinham de um contrato de R$ 22 milhões que sua empresa possuía com a prefeitura de Manaus para prestar serviços de alimentação ao município.
PF suspeita que grupo mantinha empresas de fachada e que atuava para lavar dinheiro. A investigação sobre este caso segue em andamento.
R$ 1,1 milhão em cofre
Operação Sem Desconto apreendeu R$ 1,1 milhão em novembro. Em uma das fases da investigação sobre fraudes no INSS, a PF encontrou mais de R$ 1,1 milhão em espécie, sendo cerca de R$ 720 mil e US$ 72 mil em notas. Maior parte do valor estava em um cofre de um dos suspeitos de envolvimento no esquema.
Investigação segue em andamento no STF. O ministro André Mendonça é o relator do caso no tribunal que tem diversas frentes de investigação, uma para cada entidade suspeita.
FONTE UOL























