Prefeituras e agentes políticos de Mato Grosso do Sul estão no radar das investigações com a 8ª fase da Operação Compliance Zero
Ao menos oito municípios de Mato Grosso do Sul frequentam a lista de envolvimentos com as fraudes praticadas pelo Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro. Esta é uma das constatações clareadas hoje (terça-feira, 27) pela manhã, no Rio de Janeiro, durante a oitava fase da Operação Compliance Zero, tendo como alvo principal o ex-governador Cláudio Castro (PP). Além de prefeituras e prefeitos, as suspeitas recaem sobre servidores públicos e agentes políticos influentes, que intermediam as relações entre municípios e a financeira.
De acordo com as primeiras revelações, as prefeituras investigadas em Mato Grosso do Sul e os respectivos prefeitos na época dos contratos (a partir de 2023) são as de Campo Grande, da prefeita Adriana Lopes (PP), com R$ 1,3 milhão; Tacuru, do prefeito Rogério Torquetti (PSDB), com R$ 2 milhhões; Fátima do Sul, da ex-prefeita Hilda Machado (PSD), com R$ 7 milhões; São Gabriel do Oeste, do ex-prefeito Jefersson Luiz Tomazini (PSDB), com R$ 3 milhões; Jateí, do ex-prefeito Eraldo Jorge Leite (PSDB), com R$ 2,5 milhões; Angélica, do ex-prefeito Edinho Cassucci (PSDB), com R$ 2 milhões.
O esquema consistia basicamente no desvio de recursos obtidos por meio dos institutos de previdência municipal em fundos ligados ao Banco Master, que teve a sua liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central, e empréstimos de servidores públicos que pagavam suas operações com descontos diretos de sua folha de salários. Segundo a PF, os investimentos eram por meio dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), sem a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
No Rio de Janeiro os policiais cumpriram 10 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota à imprensa, a PF nformou tratar-se de “um desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência em letras financeiras de banco privado que totalizaram cerca de R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024”.
A notícia da oitava fase da Operação Compliance Zero gerou uma grande e nervosa repercussão nos ambientes políticos sulmatogrossenses. Os tentáculos de Daniel Vorcaro ganharam espaço e liberdade em um dos espectros políticos e ideológicos do País, distribuindo agrados e favores milionários, viabilizados desde que teve do bolsonarista Campos Neto, presidente do Banco Central, a senha que presenteou o Master com a autorização para operar financeiramente.























